Combustível de navio chinês alcança ilhas protegidas na Austrália

Sydney (Austrália), 14 abr (EFE).- O combustível derramado pelo navio cargueiro chinês Shen Neng 1, que encalhou na Grande Barreira de Coral da Austrália, já alcançou ilhas protegidas como reservas de vida selvagem, informaram hoje autoridades australianas.

EFE |

Uma mancha apareceu a um quilômetro da ilha North West, uma reserva de aves e de desova de tartarugas marinhas, disse o ministro do Meio Ambiente australiano, Peter Garrett, pela rádio "ABC".

Garrett explicou que o Governo enviou especialistas à ilha para começar os trabalhos de limpeza e que verificarão se outras ilhas próximas não estão afetadas pelo combustível.

A ilha North West fica a menos de 20 quilômetros do local onde o navio chinês encalhou no último dia 3, derramando quatro toneladas de combustível pesado, deixando um rastro de três quilômetros de comprimento e 250 metros de largura.

O dano causado pelo acidente marítimo é pior do que o calculado por especialistas quando o "Shen Neng 1", carregado com 65 mil toneladas de carvão e 975 toneladas de combustível, encalhou.

Equipes de salvamento conseguiram trazer o navio à tona na segunda-feira e o transferiram para um atracadouro próximo à turística ilha Great Keppel, a 70 quilômetros do lugar do acidente.

Uma análise do fundo do mar onde o navio encalhou revelou que a pintura do casco do "Shen Neng 1" continua danificando os corais da área protegida.

Os cientistas consideram que será necessário esperar semanas para saber com exatidão os danos sofridos pela barreira de coral e sua riqueza marinha. Segundo um estudo preliminar, os restos de pintura se estendem por uma área de um quilômetro de comprimento.

A Polícia investiga se houve negligência do capitão do navio e quem assumirá os custos da limpeza e do salvamento.

O Governo da Austrália disse que o navio chinês jamais deveria ter entrado na área restrita da Grande Barreira, que fica a 30 quilômetros de distância da rota marítima mais próxima.

A empresa proprietária do navio pode ter que pagar uma multa de US$ 920 mil. EFE mg/bba

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