Comboio humanitário libanês viajará na próxima madrugada ao Haiti

Beirute, 18 jan (EFE).- Uma equipe de médicos e uma delegação oficial do Líbano viajarão na próxima madrugada ao Haiti para levar ajuda humanitária e informar a situação dos expatriados libaneses, após o terremoto que assolou o país no último dia 12.

EFE |

Segundo a Agência de Notícias Nacional libanesa "ANN", o grupo deve partir às 2h do horário local (22h em Brasília) desta noite em um voo da companhia aérea nacional Middle East Airline (MEA) com uma carga de 36 toneladas, incluindo barracas de acampamento, leite em pó e remédios, entre outros.

O enviado do Ministério de Exteriores libanês, Walid Haydar, disse à "ANN" que "o objetivo da visita é mostrar ao povo do Haiti que o Líbano, país que foi alvo de ataques, que passou por circunstâncias muito difíceis quer retribuir o favor recebido de outros países".

"Esta visita é também para demonstrar nossa solidariedade com os libaneses no Haiti - acrescentou Haydar -, e expressar o agradecimento ao Governo do Haiti e a seu povo por ter amparado os libaneses".

Ao não existir nem embaixada, nem consulado libanês em Porto Príncipe, Haydar explicou que contataram com outras sedes diplomáticas do país árabe na região para conseguir informações sobre os libaneses que se encontram no país caribenho e para retirá-los se fosse necessário.

"Não temos nenhuma estatística oficial sobre o número de libaneses", reconheceu Haydar.

Nos últimos dias, meios de comunicação no Líbano informaram que o número de expatriados libaneses no Haiti poderia oscilar entre 15 mil e 8 mil.

Haydar assinalou que em princípio a visita será de dois dias, mas que poderia ser prolongada, conforme as circunstâncias.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

Conforme o Exército brasileiro, pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE ks-hh-ssa/dm

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