Comboio da Otan é incendiado no Paquistão

Homens armados atacaram 27 caminhões que levavam mantimentos, combustível e equipamentos para as tropas no Afeganistão

iG São Paulo |

Homens armados incendiaram 27 caminhões da Otan no sul do Paquistão nesta sexta-feira. Os veículos levavam mantimentos, combustível e equipamentos para as tropas da organização no Afeganistão. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.

"Pelo menos 15 homens atacaram os caminhões com foguetes e armas automáticas, e depois incendiaram 27 veículos que estavam estacionados no distrito de Shikarpur", afirmou Abdul Hameed Joso, chefe de polícia local.

AP
Bombeiros tentam conter fogo em comboio de veículos da Otan
O ataque aconteceu enquanto os caminhões de provisão estavam estacionados em um posto de gasolina. Os agressores lançaram vários projéteis carregados com materiais inflamáveis contra os caminhões, causando um incêndio. Duas pessoas teriam ficado feridas.

"A polícia de Shikarpur estabeleceu um cordão de isolamento no distrito", disse o oficial de coordenação do distrito, Saeed Ahmed. Os ataques insurgentes no Paquistão contra os veículos da Otan são frequentes, mas geralmente acontecem em zonas mais conflituosas do país, próximas à fronteira com o Afeganistão.

Analistas acreditam que o ataque pode estar relacionado à acusação de que uma operação da Otan tenha matado três soldados paquistaneses na quinta-feira. A organização nega o ocorrido, mas horas depois, como represália, o Paquistão fechou a principal área usada pela Otan para enviar material às tropas da organização no Afeganistão.

O bloqueio da principal rota utilizada pela Otan e pelos soldados americanos no Afeganistão é algo raro, e sinaliza uma piora no relacionamento militar entre o Paquistão e os Estados Unidos.

A Isaf (força da Otan no Afeganistão) negou que seus helicópteros tenham entrado no espaço aéreo do Paquistão, e informou que o incidente está sendo investigado.

O ministro do Interior do Paquistão, Rehmamn Malik, disse que os ataques da Otan no Paquistão estão sendo encarados muito seriamente. "Vamos ter que analisar se somos aliados ou inimigos", afirmou.

Com EFE, AFP e Reuters

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