Combates no sul do Sudão matam 65 e ferem 38

Cartum, 26 fev (EFE).- Pelo menos 65 pessoas morreram e 38 ficaram feridas em confrontos armados registrados nos últimos três dias no sul do Sudão, segundo um comunicado do Exército Popular para a Libertação do Sudão (SPLA, em inglês).

EFE |

Os combates foram entre efetivos deste último grupo, liderado pelo Governo autônomo do sul do Sudão, e milicianos fiéis ao Governo central de Cartum assistidos por soldados do Exército, segundo o porta-voz do SPLA, James Hoot.

O SPLA assinou com o Governo de Cartum um acordo de paz em 9 de janeiro de 2005 para colocar fim a 21 anos de um dos conflitos mais longos da África, que deixou 2 milhões de mortos.

Mas, desde então, houve alguns conflitos armados muito esporádicos, os registrados nos últimos dias são os mais graves.

Hoot disse que os combates explodiram na cidade de Malkal, a terceira mais importante do sul do Sudão, e acrescentou que a maioria das vítimas foi de civis que ficaram no meio dos confrontos.

O porta-voz acusou Cartum de buscar uma retomada das hostilidades nessa área do país. Também anunciou que a situação estava em calma hoje em Malkal, após chegar a um acordo com a mediação da missão da União Africana e da ONU.

Segundo Hoot, as tropas governamentais eram lideradas pelo general Gabriel Taniq.

Este último, que chegou ontem à noite a Cartum, acusou o SPLA de iniciar as hostilidades e ameaçou ocupar à força o sul do Sudão se o Tribunal Penal Internacional ordenar a detenção do presidente sudanês, Omar al-Bashir.

O tribunal internacional, com sede em Haia, decidirá no início do próximo mês se dá andamento ou rejeita um pedido de detenção pedido pela Procuradoria Geral devido à suposta vinculação de Bashir no conflito em Darfur. EFE an/an

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