Cairo, 10 set (EFE).- Um total de 17 rebeldes iemenitas morreram e outros quatro foram capturados por tropas do Governo nos últimos combates registrados na província de Saada, no norte do Iêmen, informou hoje a agência oficial do país, SABA.

Tropas do Exército e insurgentes "hutis", uma seita xiita, lutam na província desde o dia 11 de agosto, apesar de combates esporádicos serem registrados na região desde 2004.

Autoridades locais da província, situada a mais de 200 quilômetros ao norte de Sana, a capital iemenita, disseram à "SABA" que os rebeldes morreram em um duro enfrentamento com tropas do Exército na terça-feira passada.

A agência, no entanto, não divulgou o número de soldados mortos.

A mesma fonte acrescentou que dezenas de rebeldes morreram ou ficaram feridos em choques com o Exército e as forças de segurança, quando tentavam instalar minas na região de Mahader, na cidade de Saada, mas não deu detalhes sobre os atritos.

O Governo iemenita do presidente Ali Abdala Saleh acusou grupos iranianos não identificados, e que supostamente atuam extra-oficialmente, de apoiar os rebeldes do norte do país, assim como partidários do clérigo xiita iraquiano Moqtad al-Sadr.

A acusação foi feita em entrevista concedida pelo presidente iemenita à cadeia catariana de televisão "Al Jazira", onde revelou, além disso, que os "hutis" recebem ajuda financeira de alguns grupos iranianos.

A luta dos "hutis", liderados por Hussein al-Huti, começou em abril de 2004, depois que o grupo acusou o Governo do país a ignorar as reivindicações da população da região.

Al-Huti morreu em setembro de 2004, durante a primeira revolta insurgente, e o controle do grupo passou para as mãos de seu filho, Abdel Malek al-Huti. EFE nq/pd

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