Beirute, 9 jul (EFE).- Os combates que explodiram na noite da última terça-feira, em Trípoli (norte do Líbano), entre partidários da maioria parlamentar e da oposição do país, já deixam três mortos e 45 feridos, informaram hoje fontes policiais à Efe.

Todas as vítimas são civis, assinalaram as fontes, acrescentando que um dos mortos, identificado como Youssef Hussein Trabulsi, faleceu por causa dos disparos de um franco-atirador.

Meios de comunicação libaneses disseram também que uma mulher, chamada Laila el Chami, morreu vítima de um ataque do coração após seu apartamento ter sido atingido por uma bomba, embora as fontes policiais não tenham confirmado o incidente.

Os enfrentamentos ainda continuam de forma intermitente, apesar do desdobramento do Exército e da Polícia nos bairros conflituosos, situados no nordeste de Trípoli - cidade de maioria sunita.

Além disso, o campo de refugiados palestinos de Badawi, próximo à cidade, foi alvo de um ataque com um foguete, que não deixou vítimas.

Os combates começaram após a meia-noite de hoje, depois do lançamento de um foguete do bairro de Jabal Mohsen, de maioria alauí -uma seita xiita aliada do Hisbolá-, contra o de Bab al-Tabbaneh, de maioria sunita.

Os enfrentamentos, nos quais foram utilizados foguetes e armas de fogo, provocaram incêndios em vários estabelecimentos da região.

O ministro da Educação libanês, Khaled Kabani, lançou um apelo aos pais, para que não enviem seus filhos aos exames oficiais de fim de curso, e anunciou que fixará outra data para os testes.

Trípoli é a segunda cidade do Líbano e, há um mês vem sendo palco de enfrentamentos esporádicos entre membros da maioria e da oposição.

A deterioração da situação na cidade durante o último mês coincide com as tentativas frustradas da classe política libanesa para formar um Governo de união nacional, como estipula o Acordo de Doha.

Graças a este documento, aprovado em 21 de maio, o Líbano elegeu um novo presidente, Michel Suleiman, após meses de um "vácuo de poder", que deu origem a uma grave crise que provocou fortes combates em todo o país. EFE ks/gs

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