Combates no centro da Somália deixam 20 mortos e 30 feridos

Mogadíscio, 27 jan (EFE).- Pelo menos 20 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas nos combates hoje entre duas povoações do centro da Somália, entre a milícia rebelde radical islâmica de Al Shabab e o grupo pró-governamental relativamente moderado Ahlusuna Waljama.

EFE |

Fontes dos adversários disseram à Agência Efe que os combates começaram na madrugada de hoje na localidade de Warholo e, depois, se estenderam para Owsweyne, quando os milicianos de Ahlusuna Waljama, grupo de tendência sufi (místicos muçulmanos), atacaram os Shabab, vinculados com a Al Qaeda.

O porta-voz de Ahlusuna Waljama, Abdulahi Sheikh Abdurahman, conhecido como Abu Yousef Alqadi, disse à Efe por telefone a partir da região dos combates que "iniciamos o ataque contra os terroristas e decidimos eliminá-los da Somália, pois o povo quer paz".

"Matamos mais de 20 deles, capturamos alguns de seus caminhões militares e controlamos as povoações", indicou Alqadi, quem insistiu em que os somalis estão "exaustos" pelas duas décadas de guerra no país e "horrorizados pelo terrorismo de Al Shabab".

Por sua vez, o porta-voz de Al Shabab, Sheikh Ali Mohamud Rage disse à Efe também por telefone a partir de Mogadíscio que eles iniciaram os combates: "eles nos atacaram, mas graças a Deus matamos alguns de seus comandantes e inúmeros milicianos".

"Temos o controle das duas cidades", acrescentou Rage, quem afirmou que perseguirão os milicianos "até a fronteira com a Etiópia, pois eles apoiam o regime etíope".

Não há confirmações independentes dos resultados dos combates, mas moradores de Warholo que fugiram da cidade e chegaram a Elbur, distante cerca de 40 quilômetros, disseram à Efe que milhares de pessoas abandonaram o povoado e se refugiaram em áreas rurais.

Ahmed Wardoon, que fugiu de Warholo com seus cinco filhos, disse que "quando fugíamos de Warholo vimos alguns corpos de milicianos mortos, isso era de manhã e nesta hora deve ter mais de 20 mortos, segundo contaram às pessoas que chegavam a Elbur".

Segundo os refugiados, em um inverno de dias quentes e noites frias, após deixar suas humildes moradias, estão abandonados ao sereno, sem refúgio, água, comida, nem assistência médica na região, onde não chegam as agências da ONU nem as organizações humanitárias pelas ameaças dos rebeldes radicais islâmicos. EFE ia/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG