Kinshasa, 25 jan (EFE).- Pelo menos nove soldados da Frente Democrática para a Libertação de Ruanda (FDLR) morreram em confrontos com a coalizão formada pelas Forças Armadas congolesas e as Forças de Defesa ruandesas, informa um comunicado divulgado hoje na República Democrática do Congo (RDC).

Os confrontos entre as partes, que causaram mortes além das especificadas na nota, continuam na localidade de Mitimingi, na província congolesa de Norte Kivu, informa a Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc).

Segundo a ONU, aproximadamente 5 mil soldados ruandeses, que pretendem desarmar os rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), chegaram à RDC desde terça-feira.

Por sua vez, o Governo de Kinshasa continua esperando a extradição do até agora líder do CNDP, Laurent Nkunda, depois que este foi detido na quinta em território ruandês.

Kinshasa e Kigali buscam um acordo sobre as modalidades da extradição do líder rebelde, o que, segundo os analistas, pode gerar divergências e novas dificuldades entre ambos os países.

O Executivo de Ruanda se pronunciou a favor de uma solução política e não judicial para o caso de Nkunda. Porém, o Governo da RDC acha que o general cassado deve ser levado a um tribunal militar após sua extradição.

Por outro lado, a oposição política da RDC reivindica a convocação de um debate nacional sobre a presença dos 5 mil soldados ruandeses em solo congolês, que, em princípio, tem o objetivo de desarmar a guerrilha hutu da FDLR, assentada no país vizinho desde o genocídio ruandês de 1994.

O opositor Movimento pela Libertação do Congo (MLC), liderado por Jean-Pierre Bemba, exige que a Assembleia Nacional se reúna em caráter extraordinário para discutir a questão, embora vários membros das duas câmaras do Parlamento já tenham se declarado surpresos com a presença dos soldados ruandeses no país.

"Como patriotas, queremos saber como se fez a nova aliança Kinshasa-Kigali", disse o secretário-geral do MLC, François Mwamba, em entrevista coletiva. EFE py/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.