Combates entre Exército e rebeldes da CNDP continuam na RDC

Kinshasa, 17 nov (EFE).- Os combates entre as forças governamentais e as tropas rebeldes do Congresso Nacional para a defesa do Povo (CNDP) continuam esta manhã em Rwindi, no leste da República Democrática do Congo (RDC), nas proximidades de Kanyabayonga, informaram fontes da ONU.

EFE |

Segundo o porta-voz militar da Missão da ONU na RDC (Monuc), Jean-Paul Dietrich, os rebeldes liderados por Laurent Nkunda assumiram o controle de Ndeko, uma pequena população também perto da cidade de Kanyabayonga, cerca de 100 quilômetros ao norte de Goma, capital da conflituosa Kivu Norte.

"Advertimos as tropas de Laurent Nkunda que, se avançarem mais, vamos intervir", declarou Dietrich, que comentou a confusão vivida na área, onde uma patrulha dos capacetes azuis está no fogo cruzado entre os rebeldes e os soldados congoleses.

Segundo o porta-voz da Monuc, também estão sendo registrados combates em Mashaka, 15 quilômetros ao sul de Kanyabayonga. Ainda não se conhece a origem exata dos ataques, nos quais é usada artilharia pesada, mas "o CNDP acusou o Exército de avançar em suas posições", acrescentou Dietrich.

O ex-general Nkunda se reuniu ontem com o enviado especial da ONU, Olusegun Obasanjo, e minimizou os enfrentamentos dos últimos dias, ao afirmar "que não são combates verdadeiros, mas apenas alguns incidentes entre os dois grupos", e se comprometeu a manter um cessar-fogo.

Obasanjo disse ontem ter chegado a um acordo com o chefe rebelde para a criação de um comitê de vigilância da cessação de hostilidades, no qual participariam um representante do Governo, um da rebelião e uma terceira personalidade neutra.

O representante especial para as Nações Unidas ressaltou que "o cessar-fogo é como dançar tango: não se pode fazer sozinho". EFE py/fh/fal

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