Combates em Bagdá deixaram 400 mortos em abril

Nas últimas quatro semanas mais de 400 pessoas foram mortas e quase 2,5 mil ficaram feridas em combates entre soldados do Exército iraquiano, com o apoio de forças americanas, e milicianos xiitas do Exército Mehdi. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Clive Myrie, os dois principais hospitais do bairro de maioria xiita Cidade Sadr, em Bagdá, relataram as mais de 400 mortes e os milhares de feridos.

BBC Brasil |

Autoridades informam ainda que a água potável está acabando e não há médicos suficientes para tratar todos os que precisam de ajuda.

Myrie afirma que, nas últimas quatro semanas o Exército iraquiano esteve engajado em combates contra o Exército Mehdi, liderados pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr, em Basra, no sul do país, e acredita poder fazer o mesmo no bairro xiita de Bagdá.

Mas esta é uma região com cerca de 3 milhões de habitantes, e a luta está ocorrendo nas ruas e de casa a casa. Com isso, segundo o correspondente, o número de feridos e mortos sempre será alto.

Soldados americanos
Os combates das últimas semanas no Iraque deixaram 46 soldados americanos mortos, o que fez com que o mês de abril fosse o pior mês para os americanos em 2008.

Quando o primeiro ministro Nouri al-Maliki lançou a operação para retomar o controle de Basra, em março, ele negou que estivesse atrás apenas do Exército Mehdi, dizendo que o objetivo empreitada era desarmar todas as milícias em ação na região.

Mas muitos iraquianos e observadores independentes acreditam que o principal alvo da al-Maliki é a milícia de Moqtada al-Sadr. Uma luta que agora atinge outro reduto da milícia, o bairro de Cidade Sadr.

Entre os mortos nos combates recentes em Bagdá estariam, segundo os hospitais, vários civis.

Civis
Segundo Roger Hardy o número de mortos e feridos entre os xiitas que moram em Bagdá está prejudicando a imagem do primeiro-ministro Nouri al-Maliki e também a dos soldados americanos.

O analista da BBC ainda afirma que a situação pode se complicar mais, pois há o risco de a milícia de Moqtada al-Sadr abandonar o cessar-fogo decretado há oito meses e que, tecnicamente, ainda está em vigor.

Se isto ocorrer, o Exército Mahdi poderia lançar uma batalha mais intensa contra o governo iraquiano e contra os americanos no país.

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