Combates deixam pelo menos 7 policiais e 11 talebans mortos no Afeganistão

Cabul - Pelo menos sete policiais afegãos e onze supostos talebans morreram em dois enfrentamentos travados na província nortista de Kunduz, informou hoje a Efe uma fonte oficial.

EFE |

O governador de Kunduz, Mohammed Omar, explicou que um grupo de insurgentes atacou ontem à noite um posto policial no distrito de Emamsahib e acabou com a vida de sete policiais.

Também ontem à noite, na zona de Gül Tampa, aos arredores da capital de Kunduz, forças afegãs e americanas de elite invadiram um refúgio insurgente e mataram a 11 talebans, de acordo com o governador.

Em comunicado, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Otan, confirmou a operação, embora não ofereceu um número concreto de vítimas no bando taleban.

Os soldados dos EUA destruíram além disso uma mina, material para a fabricação de explosivos, lança-granadas, quatro lança-mísseis e uma metralhadora em poder dos insurgentes.

No último dia 4 aconteceu na província de Kunduz um polêmico ataque aéreo da Isaf - ordenado pelas tropas alemãs - contra dois caminhões-pipa roubados pelos talebans, que acabou com a vida de dezenas pessoas.

Tanto a Otan como o Governo afegão estão investigando o bombardeio para averiguar se se registraram vítimas civis, algo que asseguraram testemunhas e alguns oficiais afegãos.

Às críticas no Afeganistão pelo bombardeio se uniram as suscitadas pela operação da Isaf para resgatar a um jornalista britânico do "New York Times" sequestrado pelos talibãs no lugar deste ataque.

Na madrugada de 9 de setembro, um comando britânico da Otan conseguiu resgatar ao repórter, Stephen Farrell, mas seu intérprete afegão, Sultan Munadi, e um soldado do Reino Unido perderam a vida.

O Clube de Imprensa do Afeganistão culpou anteontem à Isaf da morte de Munadi e repreendeu o fato de que os soldados não recuperassem seu cadáver, algo que sim fizeram com o militar britânico falecido durante a operação.

A Otan, em comunicado divulgado ontem à noite, ofereceu suas condolências pela morte do jornalista afegão e assegurou que o comando abandonou o lugar para evitar "mais vítimas", já que os soldados estavam "sob fogo constante" dos talebans.

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