Combates deixam pelo menos 43 mortos no sul do Sudão

Enfrentamentos entre homens armados e o exército no sul do Sudão deixaram pelo menos 43 mortos, entre eles sete soldados, e dezenas de feridos, anunciou neste sábado à AFP um porta-voz militar.

AFP |

Sexta-feira, antes do amanhecer, homens armados atacaram a aldeia de Wernyol, na região de Twic, na província de Jonglei, palco desde o início deste ano de violentos combates entre tribos.

"Os homens armados atacaram a aldeia para roubar o gado e assaltar a população", declarou o general Kuol Diem Kuol, do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA, ex-rebeldes do sul).

"Havia poucos policiais no local. Eles praticamente não ofereceram resistência. Soldados do SPLA posicionados perto dali escutaram os tiros e se deslocaram imediatamente ao lugar", acrescentou.

"No total, pelo menos 36 civis foram mortos e outros 70 ficaram feridos. Vários feridos estão em estado crítico. Sete soldados também morreram", destacou Kuol.

Os assaltantes seriam da tribo Lou Nuer, e a maioria dos moradores de Wernyol é da tribo Bor Dinka.

O gado roubado foi devolvido à população e o SPLA mobilizou reforços no setor, onde a situação estava calma neste sábado, informou o porta-voz.

Mais de 2.000 pessoas morreram e dezenas de milhares foram deslocados pelos combates entre tribos que vêm abalando o sul do Sudão nos últimos meses. A ONU alertou para o fato de que o número de vítimas nesta área é agora superior ao da província de Darfur, no oeste do país, assolada há seis anos por um conflito sangrento.

str/yw

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