Combatente inimigo al-Marri se diz culpado de apoio a organização terrorista

O ex-combatente inimigo Ali al-Marri se declarou nesta quinta-feira culpado de prestar apoio material à rede terrorista Al-Qaeda, ante um tribunal federal de Illinois (norte dos EUA), depois de ter ficado preso sem julgamento por mais de cinco anos em território americano.

AFP |

Ao assumir a culpa, al-Marri deverá ser condenado a 15 anos de prisão - uma pena duas vezes inferior à que poderia receber se seu julgamento tivesse de fato acontecido.

Pelo acordo, a justiça abandonará a acusação de "conspiração", mantendo apenas a de "apoio material".

Sua pena será definitivamente fixada no dia 30 de julho.

Al-Marri admitiu ter sido treinado em campos terroristas no Paquistão entre 1998 e 2001, e ter-se encontrado lá com Khalid Sheikh Mohammed, o cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001.

Último "combatente inimigo", segundo a expressão utilizada pelo governo George W. Bush, detido em solo americano, al-Marri, 43 anos, com nacionalidade saudita e catariana, havia desembarcado nos Estados Unidos em 10 de setembro de 2001 com um visto de estudante, junto com a família.

Detido poucos meses depois por fraude com cartão bancário, aguardava julgamento quando Bush o declarou "combatente inimigo" em 2003.

Ele foi então transferido para uma prisão militar em Charleston (Carolina do Sul), e confinado no isolamento. Segundo seus advogados, ele chegou a ser torturado durante os interrogatórios a que foi submetido.

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