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Combate entre Exército e guerrilha mata pelo menos 90 no Sri Lanka

Nova Délhi, 23 abr (EFE).- Pelo menos 52 guerrilheiros e 38 soldados morreram hoje, e outros 84 militares ficaram feridos durante um violento combate no norte do Sri Lanka, indicou hoje o Ministério de Defesa cingalês, que anunciou a conquista de 500 metros quadrados de terreno dessa guerrilha.

EFE |

O combate ocorreu de manhã na frente de Muhamalai, no norte do país, quando a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, em inglês) lançou um ataque contra as linhas do Exército, segundo o porta-voz militar Udaya Nanayakkara.

Nanayakkara divulgou a morte de 15 soldados durante a ofensiva, mas mais tarde o Ministério da Defesa aumentou a quantidade de militares mortos para 38 e anunciou que alguns dos feridos foram transportados de avião para Colombo, capital do país.

"Os Tigres tâmeis sofreram um severo dano e foram obrigados a recuar 500 metros de sua posição inicial. O Exército aproveitou a oportunidade para romper a primeira linha de defesa rebelde em Muhamalai, e tenta agora de consolidar as linhas defensivas", afirmou a Defesa.

No entanto, no site Tamilnet, que apóia a guerrilha, o comando guerrilheiro negou a informação governamental e disse que os soldados tiveram que se retirar após uma "tentativa de romper as linhas defensivas dos LTTE em vários pontos".

Segundo a versão guerrilheira, a ofensiva do Exército, utilizando tanques e artilharia, começou às 3h30 local (18h da terça-feira de Brasília) e terminou nove horas depois, após ser "totalmente repelida".

"As unidades do Exército tiveram que se retirar deixando para trás os corpos de seus soldados", afirmou o Comando rebelde de Operações das Forças do Norte, que não mencionou número de vítimas.

Em 16 de janeiro, o Governo rompeu os acordos de cessar-fogo de 2002 e levou o país novamente ao estado de guerra, embora na realidade os combates entre o Exército e a guerrilha tenham sido constantes nos meses anteriores.

Os adversários informam freqüentemente de baixas causadas ao inimigo, mas as demais partes envolvidas não têm confirmação independente porque o acesso às frentes de batalha é restrito.

Os Tigres tâmeis têm sob seu poder vários distritos no norte do Estado, os quais governa "de fato".

Os Tigres lutam há mais de duas décadas por um Estado independente nas regiões do leste e norte do país, onde a etnia tâmil é majoritária em relação à cingalesa, que domina o resto da ilha do Índico. EFE daa/ev/fb

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