Combate a Aids segue entre prioridades no Haiti

Genebra, 17 fev (EFE).- A luta e prevenção da Aids no Haiti continua como um dos principais objetivos de organismos internacionais e da ONU no país, apesar da devastação provocada pelo terremoto de 12 de janeiro.

EFE |

"O que fizemos até agora foi dar resposta à epidemia, reagir.

Agora queremos aplicar uma estratégia de prevenção global", explicou em entrevista à Agência Efe Lelio Marmora, diretor regional para a América Latina e o Caribe do Fundo Mundial de luta contra Aids, tuberculose e malária.

O Haiti, país com 9,6 milhões de habitantes e que tem a Aids presente em 2,2% da população, foi o primeiro a receber uma ajuda do Fundo Mundial na América Latina.

O país recebeu desde 2003 o apoio tanto do Fundo - que aprovou ajudas no valor de US$ 259 milhões - como de outros organismos internacionais, como o americano Pepfar e agências da ONU como o Unicef (fundo para a infância).

Antes do terremoto, o Fundo Mundial e a Pepfar iniciaram um processo de fusão na tentativa de diminuir custos.

"A ideia era unificar dois sistemas paralelos, com duas despesas transacionais diferentes, que cobriam setores diferentes e com uma base já existente de colaboração", explicou Marmora.

A união estava quase terminada quando ocorreu o terremoto, o que facilita só relativamente o novo projeto, dada a quantidade de partes implicadas.

A ideia é que no novo esforço coordenado participem o programa de aids das Nações Unidas (Unaids), Banco Mundial, Organização Pan-americana de Saúde (OPS), Unicef, Unesco, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha), além da Pepfar e do Fundo Mundial.

Um aspecto fundamental para que o projeto funcione é que o Governo haitiano assuma como próprio o programa. "Respeitar a agenda nacional é essencial, o Governo deve ter o sentido de pertinência", assinalou Marmora.

A premissa é uma das normas de funcionamento do Fundo, que antes do terremoto financiava a entrega de antirretrovirais a 12 mil pessoas, das 30 mil que obtêm remédios contra o HIV no país.

"O número exato de infectados ninguém sabe", esclareceu Marmora.

EFE mh/rr

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