Comando Sul dos EUA preocupa-se com vínculos do Irã na América Latina

O novo chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, considera preocupante a crescente influência do Irã na América Latina, em especial por seus vínculos com organizações extremistas disse em conversa com a imprensa, em Miami.

AFP |

Fraser, que assumiu nesta quinta-feira o comando americano que dirige operações e estabelece vínculos militares com a América Latina e o Caribe, afirmou que os países da área necessitam enfrentar "associados" as principais ameaças e desafios à segurança no hemisfério.

Mais além do crescente vínculo do Irã com a Venezuela e outros países latino-americanos, "a preocupação real (dos Estados Unidos) não é a interação de país a país mas a conexão do Irã com organizações extremistas como Hamas e Hezbollah e o risco potencial que estas poderiam significar para a região", explicou.

O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejah é um firme aliado de vários governos de esquerda na América Latina e selou recentes alianças com o presidente venezuelano Hugo Chávez e o regime cubano liderado por Raúl Castro.

Fraser considerou que o tráfico ilícito de armas, drogas e pessoas é uma das maiores ameaças que pesam atualmente sobre o hemisfério devido ao "impacto que isto representa sobre a segurança e a estabilidade" dos países.

O Comando Sul dos Estados Unidos tem área de ação que compreende 31 países e 10 territórios da América Latina e Caribe. Desde 1997, quando foi trasladado do Canal de Panamá, tem sua base operacional em Miami onde emprega um total de 1.600 militares e civis.

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