Comandantes militares dos EUA pedem mais 20 mil soldados para o Afeganistão

Washington, 29 out (EFE).- Os comandantes militares americanos no Afeganistão reivindicam cerca de 20 mil soldados adicionais, junto com mais helicópteros e meios de vigilância eletrônica, para enfrentar a crescente força da insurgência, informou hoje o jornal The Washington Post.

EFE |

O Departamento de Defesa americano já deu sinal verde para o envio de mais 4 mil soldados em janeiro e estuda uma solicitação para o envio de três brigadas de combate adicionais (entre 10,5 mil e 12 mil soldados), mas os comandantes militares no Afeganistão acham que faltarão ainda entre 5 mil e 10 mil efetivos.

Os EUA contam agora com 32 mil soldados no país asiático, que representam a maioria dos quase 50 mil soldados de 40 nações, principalmente membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que participam das operações internacionais no Afeganistão.

O secretário adjunto da Defesa para operações especiais, Michael Vickers, acredita que "a insurgência no Afeganistão tornou-se muito mais intensa", segundo o jornal.

"A escassez de aparelhos aéreos de asa rotativa (helicópteros) é, fundamentalmente, um dos problemas que temos no Afeganistão", acrescentou.

O vice-comandante das forças americanas no leste do Afeganistão, o general-de-brigada Mark Milley, afirmou que, desde abril, a infiltração em sua zona a partir do vizinho Paquistão por parte de combatentes insurgentes aumentou em 20% ou 30%.

Ao mesmo tempo, os ataques cometidos por estes insurgentes aumentaram em um terço, comparado ao mesmo período do ano passado, afirma Milley.

"Não resta dúvida" de que os militantes islâmicos aproveitaram seus abrigos no Paquistão para aperfeiçoar suas capacidades táticas, como as emboscadas ou os tiroteios com armas leves, além do uso de morteiros e foguetes, e os ataques suicidas com bomba, disse Milley ao jornal.

O general-de-brigada Michael Tucker, vice-chefe do Estado-Maior da Força de Assistência para a Segurança (Isaf) no Afeganistão, sob mandato da Otan, ressaltou a necessidade de adquirir mais capacidade de vigilância, principalmente através do desdobramento de mais aviões espiões com câmeras de vídeo.

A "escassez da capacidade de gravar vídeos do inimigo limita nossa vigilância, reduz a visão", disse Tucker, que acrescentou que, "tanto mais (desta capacidade), melhor".

Tucker lamentou a corrupção no Governo afegão e reconheceu que os talibãs conseguiram se constituir em autoridades locais em algumas zonas. EFE wm/an

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