Comandantes de Paquistão, EUA e Otan abordam situação na fronteira afegã

Islamabad, 28 ago (EFE).- Comandantes militares de Estados Unidos, Paquistão e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram nesta quarta-feira, em um porta-aviões americano no Oceano Índico, para analisar a situação na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, informaram hoje à Agência Efe fontes militares paquistanesas.

EFE |

Na reunião, a bordo do USS Abraham Lincoln, participaram os chefes do Exército do Paquistão, Ashfaq Kiyani, e dos EUA, Michael Mullen; o comandante das forças dos EUA no Iraque, David Petraeus, e o chefe das tropas da Otan no Afeganistão, David McKiernan, entre outros, disse o porta-voz militar paquistanês Athar Abbas.

Em comunicado, o Exército do Paquistão tinha informado da realização do encontro, sem dizer onde seria nem quem participaria da reunião.

"Era um encontro previsto com a intenção de discutir assuntos de segurança em nível estratégico", diz o comunicado, que acrescenta que a reunião aconteceu de forma "cordial e aberta".

Uma fonte militar paquistanesa consultada pela Efe disse que os comandantes tinham conversado sobre a "situação na fronteira entre Paquistão e Afeganistão".

Segundo esta fonte, que pediu para não ser identificada, os militares dos EUA falaram do aumento da violência no cinturão tribal paquistanês, onde o Exército do Paquistão desenvolve várias operações contra insurgentes.

A fonte também reconheceu a preocupação americana com os recentes ataques realizados pelos talibãs contra as tropas da coalizão dos EUA e da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, em inglês), da Otan, no Afeganistão.

Murad Khan, também porta-voz do Exército paquistanês, contou à Efe que "a reunião foi tranqüila" e serviu para "troca de informações sobre questões de segurança que afetam as duas partes".

"O Paquistão não está na guerra contra os insurgentes para agradar os EUA. Esta é a nossa própria guerra", destacou Khan, que negou qualquer tipo de pressão nas conversas.

Os EUA criticaram repetidamente o Paquistão por permitir que seu cinturão tribal fronteiriço com o Afeganistão sirva de refúgio para os talibãs afegãos e os terroristas da rede Al Qaeda. EFE igb/wr/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG