Comandante militar pede novas eleições e nega golpe

O comandante das Forças Armadas da Tailândia, o general Anupong Paojinda, pediu ao primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, que dissolva o Parlamento e convoque novas eleições, mas negou que esteja dando um golpe de Estado.

AFP |

Paojinda pediu ainda aos manifestantes antigoverno da Aliança do Povo pela Democracia (PAD, pró-monarquia) que desocupem o aeroporto de Bangcoc, onde estão desde a noite de terça-feira.

O alto comando militar negou que esteja dando um golpe e destacou que o governo de Somchai conserva toda a autoridade, apesar do pedido para a convocação de novas eleições.

Horas antes, um dos principais líderes da PAD, Pibhop Dhongchai, havia pedido a renúncia do primeiro-ministro.

"O primeiro-ministro deve renunciar e depois poderemos falar", afirmou Pibhop Dhongchai. "A desocupação do aeroporto depende do resultado das negociações", acrescentou o dirigente da PAD.

Cerca de 8.000 manifestantes ocupam o aeroporto internacional de Bangcoc de Suvarnabhumi, segundo dados da polícia.

Antes de fazer estas declarações, o general Paojinda havia convocado comandantes militares e empresários, entre eles banqueiros e responsáveis do setor turístico, para uma reunião urgente na sede das Forças Armadas em Bangcoc, segundo um porta-voz militar.

ask/lm/fp

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