Comandante dos EUA pede mais capacidade militar para Isaf

Munique (Alemanha), 8 fev (EFE).- O comandante-em-chefe do Comando Central dos EUA no Afeganistão, David Petraeus, pediu hoje aos parceiros internacionais que reforcem a capacidade militar no Afeganistão, mas ressaltou que isso não implica apenas em forças de combate.

EFE |

Petraeus falou na conferência sobre segurança realizada em Munique sobre a perspectiva militar americana de como deve ser estruturada a estratégia revisada no Afeganistão.

O general ressaltou que "não há uma solução exclusivamente militar", mas ressaltou que esta é "absolutamente necessária" para poder conduzir bem a reconstrução do Afeganistão.

"Peço a todos os países que analisem se podem aumentar sua contribuição" à Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), disse Petraeus para acrescentar que não se trata apenas do componente de combate, mas a contribuição adicional pode ser de outro tipo.

Como exemplo, citou a necessidade de ampliar as capacidades logísticas, o número de helicópteros e aviões, de unidades de informações ou equipes de tutores policiais.

Petraeus comemorou o fato de o ministro da Defesa da Alemanha, Franz-Josef Jung, por exemplo, ter anunciado que seu país elevará a contribuição à formação de policiais.

O comandante americano afirmou que um dos objetivos da estratégia renovada anunciada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, consistirá em recuperar a confiança da população, com mais ênfase no respeito às diferenças religiosas e culturais.

"O povo afegão é o terreno de atuação, devemos respeitar a população e conseguir seu apoio", disse.

Por isso, disse, seria mais sensato que os efetivos não fiquem no meio da população, mas montar as linhas avançadas e patrulhas nas margens das povoações, e colaborar estreitamente com as autoridades locais.

"Devemos ser bons vizinhos", disse, acrescentando que os soldados "devem entender como funcionam as estruturas locais, ouvir e respeitar os mulás e os dirigentes tribais", disse.

Petraeus se mostrou indiretamente a favor de uma aproximação aos talibãs moderados, ao ressaltar que as forças internacionais devem apoiar o processo de reconciliação interna.

"Os que estão dispostos a se reconciliar são parte da solução", afirmou o general, acrescentando que um dos objetivos deve ser separar os dispostos à reconciliação dos irreconciliáveis, aos quais "é preciso matar ou expulsar". EFE ih/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG