Comandante do Talebã paquistanês nega morte de líder do grupo

Ao contrário do que foi noticiado pelos EUA, o líder do Talebã no Paquistão, Baitullah Mehsud, estaria vivo, segundo disse neste sábado um dos chefes do grupo, o comandante Hakimullah Mehsud. Os EUA haviam declarado que tinham cada vez mais indícios de que uma operação militar americana teria matado Baitullah.

BBC Brasil |

Mas Hakimullah, que ocupa um alto posto na hierarquia do grupo e estaria cotado segundo algumas fontes para assumir sua liderança, disse à BBC que estes relatos seriam "ridículos".

"As notícias sobre nosso respeitado chefe é propaganda de nossos inimigos", disse ele.

Mas nem americanos nem o Talebã forneceram evidências de que Baitullah estaria vivo ou morto.

Reduto
Hakimullah disse que Baitullah decidiu adotar a tática usada por Osama Bin Laden e permanecer em silêncio mas que o líder iria divulgar uma mensagem nos próximos dias.

"Sabemos o que nossos inimigos desejam, que nosso chefe saia ao ar livre para que eles o possam alvejar", disse Hakimullah.

Autoridades americanas e paquistanesas afirmaram na quinta-feira, que há fortes indícios de que o líder do Talebã no Paquistão, Baitullah Mehsud, teria sido morto em um ataque americano de mísseis na casa de um parente.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mahmood Quresh, disse que algumas informações da inteligência paquistanesa confirmam que Mehsud morreu, mas que o governo ainda está buscando "verificação no local".

Fontes do Waziristão do Sul, região onde aconteceu o ataque, disseram à BBC que líderes talebãs estão reunidos para escolher um sucessor de Mehsud.

Familiares de Mehsud já confirmaram que uma das esposas de Mehsud morreu durante o mesmo ataque.

O Wazaristão do Sul é considerada um reduto de Baitullah Mehsud, acusado pelo governo paquistanês de uma série de ataques a bomba no país.

Desde julho de 2007, quando forças do governo retomaram o controle da Mesquita Vermelha, na capital Islamabad, para destruir um grupo de militantes fiéis à Mehsud, mais de 2 mil pessoas morreram em ataques desse tipo no Paquistão.

Desde então, o Talebã assimiu a responsabilidade por alguns dos piores ataques no Paquistão, mas sempre negou qualquer envolvimento no assassinato da ex-primeira-ministra do país, Benazir Bhutto, em Rawalpindi, em dezembro de 2007.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG