Comandante de forças russas diz que separatistas recuperaram parte da capital

Tbilisi, 8 ago (EFE).- As forças do regime separatista da Ossétia do Sul recuperaram grande parte de sua capital, Tskhinvali, declarou hoje Marat Kulajmetov, comandante russo das Forças Mistas para a Manutenção da Paz.

EFE |

"Neste momento, as forças da Ossétia do Sul conseguiram impor o controle sobre grande parte de Tskhinvali. As tropas georgianas controlam parte do sul da cidade", disse Kulajmetov, citado pela agência russa "Interfax".

Enquanto isso, Temur Yakobashvili, ministro georgiano de Reintegração, reiterou à Agência EFE que "as tropas governamentais controlam plenamente a cidade de Tskhinvali e quase toda a Ossétia do Sul".

A única exceção, segundo ele, é o distrito de Java e o túnel de Roka, que une os separatistas e a Rússia sob a cordilheira do Cáucaso.

Segundo ele, "não se pode falar de forças da Ossétia do Sul: na realidade são soldados e aviões da Rússia, aviões que acabam de bombardear as cidades de Senaki e Poti", no oeste da Geórgia.

O ministro voltou a insistir que foram derrubados quatro aviões russos e disse que amanhã serão apresentadas as provas.

Segundo ele, os "capacetes azuis" russos em Tskhinvali "se mantêm neutros", entrincheirados em seus quartéis.

Enquanto isso, Kulajmetov insistiu que suas forças, apesar das baixas sofridas, seguirão em suas posições.

Como informara anteriormente o comandante russo na Ossétia do Sul, 12 de seus soldados morreram e 150 ficaram feridos sob o fogo das tropas georgianas.

"Não iremos a lugar algum e continuaremos cumprindo a missão que nos foi encomendada", declarou.

Também descartou, por enquanto, a evacuação dos jornalistas russos de Tskhinvali.

"As condições de sua permanência não são muito confortáveis, mas suas vidas não correm perigo", explicou.

Durante as últimas duas horas, segundo Kulajmetov, em Tskhinvali reina uma "calma relativa", enquanto as partes inimigas "se preparam para os combates noturnos".

"As tropas georgianas estão se reagrupando para uma nova ofensiva, as forças da Ossétia do Sul se fortificam para repelir-la", apontou. EFE mb-mv/bm

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