Comandante da Otan diz que situação no Afeganistão não é tão grave

Paris, 29 mar (EFE).- O general americano Stanley McChrystal, comandante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, considera que a situação continua sendo grave mas não deve piorar, segundo afirmações publicadas hoje pelo vespertino Le Monde.

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Os talibãs "não representam uma insurreição tão forte" como se costuma crer, assegurou McChrystal, convencido de que grande parte de sua força reside na fraqueza do Governo afegão.

"A única maneira de ganhar é recuperar a confiança e o apoio da população, fazer ela compreender que atuamos para protegê-la e respeitá-la, sem tentar impor nossos valores", explicou o general americano.

Ele reconheceu, no entanto, que a presença de tropas estrangeiras no Afeganistão "cria xenofobia".

Quanto à relação dos talibãs com os países vizinhos, o comandante disse que o "santuário" que os insurgentes têm no Paquistão "não é tão forte como muita gente acredita".

Afirmou, além disso, que "Irã ajuda os talibãs", embora sua contribuição não seja "imensa". "Vemos chegar munição do Irã e temos provas de que se está treinando gente", declarou.

O general, de 55 anos, assegurou que se a comunidade internacional fosse do Afeganistão, a Al Qaeda "voltaria imediatamente", já que seus integrantes "vão ali onde podem sobreviver".

De fato, se o Paquistão "continua com seus esforços", Osama bin Laden, que "continua sendo uma ameaça para a paz mundial", poderia voltar ao Afeganistão, o que permitiria sua captura, acrescentou McChrystal. EFE mas/pb

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