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Comandante da Otan admite preocupação com programa nuclear iraniano

Valência (Espanha), 18 nov (EFE).- O comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a Europa, John Craddock, reconheceu hoje a preocupação dos comandantes militares da Aliança Atlântica ante o programa nuclear iraniano e pediu que os Estados-membros levem a sério seu desenvolvimento potencial de mísseis de longo alcance.

EFE |

Craddock respondeu desta forma a um delegado na hora de perguntas após a sua participação na sessão de encerramento da 54ª Assembléia Parlamentar da Otan em Valência, ao ser pedida sua opinião sobre se a aquisição de material nuclear pelo Governo do Irã representa uma "ameaça" para a Otan.

Após afirmar que suas declarações correspondem às de um cargo militar e não político, o general afirmou que existe "preocupação" no âmbito da segurança mediterrânea e disse que os países-membros já se expressaram neste mesmo sentido.

"É necessário levar a sério o desenvolvimento potencial" iraniano para dispor de mísseis de longo alcance, acrescentou Craddock, que também reivindicou que a Otan e os Estados Unidos trabalhem "estreitamente" para chegarem "nos próximos anos" a um "quadro operacional comum" do sistema de defesa de mísseis da Aliança Atlântica.

Quanto à intervenção da Otan no Afeganistão, onde desde 2003 assume o comando da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), Craddock expressou seu desejo de que o crescente protagonismo do Exército Nacional Afegão se amplie para uma maior autonomia e se reduza assim a "carga" assumida atualmente pelas tropas da força multinacional posicionadas naquele país.

Além disso, afirmou que se o Exército Nacional Afegão melhorasse sua capacidade operacional seria "o melhor que poderia acontecer" à Isaf, além de ser um "grande passo" para o avanço democrático do país e sua pacificação. EFE cbr/fal

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