Comandante colombiano pede cooperação regional contra terrorismo

O comandante do Exército da Colômbia, general Freddy Padilla, pediu nesta terça-feira a seus colegas de Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru, México e Panamá uma maior cooperação com seu país para combater o terrorismo.

AFP |

"Já não enfrentamos mais piratas nem potências estrangeiras, mas lutamos contra agressões até mais perigosas, como o terrorismo, o narcotráfico e o crime transnacional", declarou Padilla na abertura da Conferência da Segurança da América do Sul (SouthSec), no balneário colombiano de Cartagena.

"Em vez de brigar entre si, os Estados da região deveriam se unir em torno de objetivos comuns, para enfrentar inimigos que são comuns a todos", afirmou o comandante colombiano.

"É neste contexto de respeito da autodeterminação dos povos, da soberania, dos acordos internacionais e de agressões mundiais como o terrorismo e o narcotráfico que a Colômbia busca reforçar uma cooperação respeitosa e moderna com os Estados Unidos, que somente os terroristas e os traficantes de drogas têm que temer", acrescentou.

Padilla ainda se disse convencido de que "o sucesso no combate a este flagelo universal contribuirá para a tranquilidade regional".

O comandante fez estas declarações num momento em que o governo do presidente Alvaro Uribe está negociando com os Estados Unidos um acordo para a utilização por tropas americanas de sete bases militares colombianas para operações antidrogas e de combate ao terrorismo.

A notícia desagradou à maioria dos países da região. Os mais veementes nas críticas foram o venezuelano Hugo Chávez, o equatoriano Rafael Correa, o boliviano Evo Morales e o nicaraguense Daniel Ortega.

O presidente Uribe decidiu nesta terça-feira viajar a vários países da América Latina, entre eles o Brasil, para explicar os objetivos do acordo concluído com os Estados Unidos.

pho/yw

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