Com três minutos de silêncio, luto se encerra na Coreia do Norte

Cerimonial foi realizado na praça Kim Il-sung, que recebeu esse nome em homenagem ao pai do ex-líder

iG São Paulo |

Três minutos de silêncio marcaram nesta quinta-feira em Pyongyang o fim do luto de 13 dias pelo ditador norte-coreano Kim Jong-il , morto em 17 de dezembro de ataque cardíaco , segundo a versão oficial. O cerimonial foi realizado na praça Kim Il-sung, que recebeu esse nome em homenagem ao fundador da Coreia do Norte, pai de Kim Jong-il, morto em 1994.

Assista: Vídeo mostra primeiro dia de funeral de Kim Jong-il

AP
Pessoas respeitam um minuto de silêncio durante memorial em homenagem a Kim Jong-il, líder da Coreia do Norte morto em 17 de dezembro (29/12)
O ato em memória de Kim pôs fim à era do "Querido Líder" e abriu a de seu filho e sucessor Kim Jong-un , proclamado "líder supremo" diante de milhares de presentes na imensa Praça Kim Il-sung de Pyongyang durante uma grande concentração militar.

Leia também: Coreia do Norte proclama Kim Jong-un como novo líder

Na cerimônia desta quinta-feira, a hermética nação despediu-se de Kim Jong-il com a mesma grandiloquência da homenagem feita pela morte de seu pai. Milhares de soldados e civis norte-coreanos se reuniram com ordem militar na Praça Kim Il-sung, de 75 mil metros quadrados, enquanto as autoridades ocuparam o alto do balcão da Casa de Estudo do Povo, em ato que se prolongou por algo mais de 1h, a partir das 11h (1h de Brasília).

A cerimônia terminou ao meio-dia com a interpretação da "Internacional" por uma orquestra militar e por uma salva de 20 disparos de canhão. Pontuados pelas sirenes de barcos e locomotivas do país, os três minutos de silêncio foram respeitados em seguida na Coreia do Norte em memória do ditador, que governou o país por 17 anos. Os presentes na praça se aproximaram do rio Taedong e num gesto de reverência abaixaram suas cabeças para a pausa de 180 segundos.

Na quarta-feira foi organizado um cortejo fúnebre diante de milhares de pessoas na capital do país . O corpo do "Querido Líder" ficará no Palácio de Kumsusan, onde também está seu pai, que governou o país desde sua fundação, em 1948, até sua morte, em 1994. 

*Com EFE

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG