Com restrições, China volta a permitir que pessoas físicas tenham sites

Pequim, 24 fev (EFE).- O Governo chinês voltou a permitir o registro de domínios de internet próprios a pessoas físicas, mas continua impondo restrições aos interessados em manter uma página.

EFE |

Segundo o jornal oficial "Global Times", o Ministério de Indústria e Tecnologia da Informação volta a reconhecer as pessoas físicas como "operadores aptos de páginas web", três meses depois de impedir os registros com uma lei que limitava as páginas na internet a empresas e negócios.

No entanto, para conseguir o sinal verde governamental, os interessados em criar páginas pessoais deverão apresentar documentos de identidade e passar uma entrevista com autoridades.

O Centro de Informação da Rede da Internet da China (CNNIC, sigla em inglês), instituição reguladora chinesa no setor, promulgou em dezembro uma regulamentação que tirava dos cidadãos o direito de ter um domínio próprio, após polêmica pela abundância de páginas pornográficas registradas no país.

O jornal "Southern Metropolis", com sede em Cantão, estimou que a medida afetou um milhão de pessoas e obrigou o fechamento de 100 mil páginas web.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou que a nova proposta de registro não representa avanços para a liberdade da rede na China.

"O pretexto de combater a pornografia não se sustenta. O objetivo é estreitar o controle político e fazer com que os usuários se autocensurem ao obrigar o encontro com seus censores. Que internauta ousará criticar o regime após reunir-se com a pessoa que pode colocá-lo atrás das grades por uma palavra errada?", lamentou a associação em comunicado.

A China tem o maior número de usuários de internet do mundo, cerca de 384 milhões, mas também é o país que conta com mais medidas de censura na rede para eliminar conteúdos que incomodam o regime comunista. EFE gmp/fm

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