Com ouro no vôlei feminino, Brasil supera Cuba no quadro de medalhas

Pequim, 23 ago (EFE).- Com a medalha de ouro conquistada neste sábado no torneio feminino de vôlei, o Brasil subiu pela terceira vez ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos de Pequim e ultrapassou Cuba, considerada uma potência olímpica, no quadro de medalhas.

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Apesar de já terem conquistado 22 medalhas ao todo nesta edição dos Jogos - mais do que as 14 do Brasil -, os cubanos levaram apenas dois ouros, com Dayron Robles nos 110 metros com barreiras e com Mijain Lopez na categoria até 120 quilos na luta greco-romana.

O próprio vôlei feminino pode servir de símbolo do desempenho do país: a seleção cubana, grande rival do Brasil, ficou apenas em quarto em Pequim e teve que assistir às brasileiras levarem o ouro.

Nem mesmo em esportes onde tradicionalmente triunfam, como o boxe e o beisebol, os cubanos conseguiram ficar em primeiro lugar em Pequim.

Os boxeadores levaram duas pratas e quatro bronzes. Já no beisebol, no qual os cubanos haviam vencido três dos quatro torneios olímpicos disputados até hoje, o ouro ficou surpreendentemente com os sul-coreanos.

No judô, foram seis medalhas, sendo três de prata e três de bronze. Ciclismo, tiro esportivo e taekwondo contribuíram com uma medalha cada um.

Neste último esporte, o mau desempenho levou ao descontrole. O lutador Ángel Valodia Matos agrediu o árbitro sueco Chakir Chelbat, após este ter desclassificado o cubano na luta pelo bronze contra o Armam Chilmanov, do Cazaquistão.

Já no atletismo, além do ouro de Dayron Robles, os cubanos conquistaram a prata no lançamento de disco e no de martelo, ambos na prova feminina, além do bronze no decatlo e no salto em distância masculino.

Cuba já chegou a ficar na quarta colocação no quadro geral de medalhas nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, numa edição marcada pelo boicote do bloco de países aliados aos Estados Unidos, e freqüentemente se mantém entre os dez primeiros, mas sua delegação não obteve bons resultados em Pequim. EFE ev/fal

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