O público presente ao discurso de vitória do presidente eleito Barack Obama, no Grant Park, na região central de Chicago, compartilhavam uma únca certeza: a de que estavam vivendo um momento histórico para os Estados Unidos. Os presentes ostentavam bandeiras americanas e cartazes com o nome do candidato ou faixas com dizeres como Nós Conseguimos, uma espécie de resposta ao slogan da campanha de Obama, Sim, Nós Podemos.

''Eu vim porque queria poder dizer a meus netos que estava lá quando o primeiro presidente negro foi eleito'', disse à BBC Brasil a bancária Latricia Lee, negra, de 26 anos.

Para Latricia, com a vitória de Obama, ''raça não é mais um tema primordial em uma eleição. Não importa mais se a pessoa é de origem africana, asiática ou latina''.

A professora Felicity Rich veio acompanhada das duas filhas assistir ao discurso de vitória do democrata porque queria que elas testemunhassem o fato de que o ''povo americano virou uma página'' na história do país.

''Nunca imaginei que iríamos eleger um negro. Nós percorremos um longo caminho'', afirmou.

Para o texano de pais guatemaltecos Joshua Rosales, a conquista de Obama significa que os Estados Unidos estão passando por uma série de mudanças.

''As transformações vão acontecer em muitas coisas, que vão desde imigração até economia'', opinou.

Entre os presentes, estava até mesmo um republicano que dediciu conferir o pronunciamento de Obama, após comprar um ingresso para o evento no Ebay por US$ 150.

''É um momento crucial para uma parcela expressiva da sociedade. Eu vim aqui porque queria ver como seria isso.''
Projeções e celebrações
A cada projeção de um novo Estado conquistado por Barack Obama, o público presente ao parque Grant Central urrava, com a certeza de que a vitória definitiva estava por vir.

Quando a rede CNN projetou que o democrata seria o vencedor na Pensilvânia, o que parecia ser uma crença se converteu em quase certeza.

O republicano John McCain havia dedicado tempo e recursos ao Estado em que, segundo as pesquisas, Obama era o favorito para vencer.

Na reta final da campanha, McCain passou vários dias na Pensilvânia. Os republicanos acreditavam na vulnerabilidade de Obama no Estado, ele havia sido derrotado por Hillary Clinton na disputa pelas primárias do Partido Democrata.

Diante de avanços do rival em terreno tradicional republicano, como Colorado, Flórida e Ohio - Estados que terminaram onde o democrata acabou vencendo - restavam poucos trunfos a McCain a não ser investir na Pensilvânia.

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