Com Netanyahu, Obama inicia reuniões com líderes do Oriente Médio

Depois de premiê israelense, presidente americano se encontra com líderes palestino, egípcio e rei da Jordânia

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, iniciaram nesta quarta-feira uma reunião bilateral para preparar amanhã o restabelecimento do diálogo direto entre israelenses e palestinos. Após o encontro, Obama se encontrará também com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, com o rei Abdullah II da Jordânia e com o líder do Egito, Hosni Mubarak.

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Netanyahu chegou a Washington na terça-feira para a retomada das negociações de paz
Após as reuniões, haverá um jantar na Casa Branca para o qual também está convidado o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, como representante do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e União Europeia).

Na quinta-feira, a secretária de Estado americano, Hillary Clinton, receberá Abbas e Netanyahu para realizar uma reunião trilateral na qual será oficializado o relançamento das negociações diretas e o reatamento do processo de paz.

Obama convocou nesta quarta-feira os líderes para saber sobre sua disposição ao diálogo e preparar, assim, o terreno para as negociações de quinta-feira, quando é retomada oficialmente a negociação.

Em entrevista ao jornal israelense Haaretz, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que Israel está pronto para ceder partes de Jerusalém aos palestinos como parte de um acordo de paz. Jerusalém - questão central do conflito palestino-israelense - ficaria em um "regime especial" para administrar os lugares sagrados da cidade, disse Barak.

Ataque

Dois dias antes da retomada de negociações, no entanto, um ataque no qual quatro israelenses morreram, em uma estrada junto à cidade de Hebron, na Cisjordânia, mostrou que o extremismo ainda é um dos maiores obstáculos aos esforços de paz.

Ao chegar a Washington, na terça-feira, Netanyahu lamentou a morte dos quatro colonos e garantiu que não permitirá "que o derramamento de sangue de civis israelenses fique impune". Por sua parte, Hillary transmitiu suas condolências às famílias das vítimas e advertiu que "este tipo de violência brutal não tem justificativa em nenhum país, sob nenhuma circunstância".

Nesta quarta-feira ainda forças de segurança palestinas na Cisjordânia prenderam dezenas de ativistas do Hamas em resposta a um ataque que deixou quatro colonos judeus mortos na terça-feira no território ocupado por Israel, disse um alto funcionário da segurança.

*Com EFE, Reuters e AFP

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