Com muita simpatia, Meryl Streep é homenageada no festival de San Sebastián

Héctor Llanos Martínez. San Sebastián (Espanha), 26 set (EFE).- Homenageada com o Prêmio Donostia do Festival de Cinema de San Sebastián, Meryl Streep seduziu hoje com seu bom humor a imprensa, às vésperas de receber a estatueta que a reconhece como a atriz que sempre recolheu experiências para depois, na telona, devolvê-las ao mundo.

EFE |

A atriz americana, considerada um dos grandes nomes de Hollywood, lembrou em San Sebastián, em uma grande coletiva de imprensa, os melhores momentos de uma carreira que, segundo ela, "nunca foi guiada por razões estratégicas".

Como mãe de quatro filhos, Meryl, de 59 anos, nunca encontrou tempo para ser produtora e, por essa razão, como ela mesma diz, "não existiu um controle" das coisas que lhe "foram chegando neste tempo".

"Sou como a menina que espera ser chamada para dançar", explicou.

Entre os textos que caíram em suas mãos, "Kramer vs. Kramer", "Entre dois amores", "As pontes de Madison", grandes histórias que deram a ela a chance de interpretar uma "série de mulheres variadas e interessantes".

Essa ampla lista de mulheres segue crescendo com o recente "Mamma Mia!", já que Meryl Streep, que estreou no cinema há 31 anos junto a Vanessa Redgrave e Jane Fonda em "Julia", se mantém como atriz do primeiro escalão de Hollywood.

"Atualmente, a indústria está mais interessada em gente da minha idade, porque os produtores são da minha geração. Além disso, cada vez há mais mulheres envolvidas no processo de financiamento", analisou a atriz.

Meryl já acumula 14 indicações ao Óscar, das quais "A escolha de Sofia" e "Kramer vs. Kramer" deram a ela a estatueta.

O Prêmio Donostia só não chegou antes porque a atriz não pôde ir anteriormente ao festival, já que, segundo ela, em setembro sempre estava trabalhando. "Robert de Niro sempre insistia: Tem que ir a San Sebastián", contou a atriz, imitando os gestos de seu colega de profissão.

Meryl receberá esta noite o prêmio das mãos do ator Eduardo Noriega e do cineasta e presidente do júri da seção oficial do evento, Jonathan Demme, com quem trabalhou há quatro anos em "Sob o domínio do mal".

A atriz, que não parou de receber elogios ao longo de todo o encontro, agradeceu as palavras dedicadas a ela por Demme na véspera. O presidente do júri havia elogiado a "imaginação ilimitada" da atriz.

Diante da inevitável pergunta relativa a suas preferências políticas nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, Meryl reproduziu um grito de alegria que seria dado caso o candidato democrata, Barack Obama, saísse ganhador.

Um grito que, segundo ela, "atravessaria o Atlântico", assegurou.

"E se McCain vencer? Eu buscaria uma casa em San Sebastián", brincou, com ironia, a atriz.

Meryl também disse não estar em seus planos se tornar diretora em um futuro próximo, embora tenha feito ressalvas. "A maioria dos diretores com quem trabalhei diriam que já dirigi antes".

"A verdade é que eu gosto de fazer parte de todo o processo criativo e expressar minhas idéias de forma clara", afirmou Meryl.

EFE hlm/rr

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