Rio de Janeiro, 14 jan (EFE).- A descoberta dos corpos de três soldados sob os escombros de uma base militar em Porto Príncipe aumentou para 14 o número de militares brasileiros mortos no terremoto que devastou o Haiti na terça-feira, enquanto outros quatro seguem desaparecidos, informou hoje o Exército.

Segundo o mais recente boletim do Exército, os trabalhos de resgate em uma instalação da ONU próxima ao bairro de Cité Soleil permitiram encontrar os cadáveres do terceiro sargento Rodrigo de Souza Lima e dos soldados Felipe Gonçalves Julio e Rodrigo Augusto da Silva.

O Exército informou também que seguem desaparecidos o coronel João Eliseu Souza Zanin e o tenente-coronel Marcus Vinícius Macedo Cysneiros, ambos oficiais do Comando do Exército, assim como os majores Francisco Adolfo Vianna Martins Filho e Márcio Guimarães Martins.

Os quatro estavam no Hotel Cristopher, onde funcionava o quartel da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) e que desabou por causa do terremoto de 7 graus na escala Richter.

Segundo o comunicado, há também 14 militares brasileiros feridos, incluindo dois que serão repatriados ao Brasil hoje, e outros dois foram transferidos ontem para a República Dominicana, devido à gravidade das lesões.

Entre os mortos que já tinham sido confirmados na quarta-feira, está o coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, oficial do gabinete do Comando do Exército do Brasil e do comando da Minustah.

Os outros oficiais e suboficiais brasileiros mortos foram identificados ontem como o primeiro tenente Bruno Ribeiro Mário, o subtenente Raniel Batista de Camargos, o segundo sargento Davi Ramos de Lima, o segundo sargento Leonardo de Castro Carvalho, e os cabos Douglas Pedrotti Neckel, Washington Luis de Souza Seraphin e Arí Dirceu Fernandes Júnior.

Também foi confirmada a morte dos soldados Tiago Anaya Detimermani, Antonio José Anacleto e Kleber da Silva Santos.

A maioria das vítimas era lotada no 5º Batalhão de Infantaria Leve do Exército, com sede em Lorena, cidade do interior de São Paulo.

Além dos 14 militares falecidos, as autoridades brasileiras também confirmaram na quarta-feira a morte da pediatra Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança.

Arns estava em Porto Príncipe para realizar uma conferência sobre formas de combater a desnutrição infantil.

O Brasil lidera a força da ONU no Haiti, que conta com cerca de 6,7 mil militares procedentes de 17 países, dos quais 1,266 mil são brasileiros.

O terremoto no país caribenho surpreendeu vários civis brasileiros que trabalham em projetos de cooperação e em programas de ONGs.

O Brasil anunciou ontem uma doação de US$ 15 milhões e o envio de 28 toneladas de alimentos, em um avião que partiu à meia-noite e em outro cuja partida está prevista para hoje.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, viajou ontem a Porto Príncipe para avaliar no terreno as necessidades mais urgentes da nação caribenha e coordenar as ações de assistência. EFE cm/an

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