Com lançamento, Nasa dá 1º passo para retorno à Lua

Washington, 18 jun (EFE).- A Nasa (agência espacial americana) deu nesta quinta-feira o primeiro passo para o retorno à Lua com o lançamento de um foguete com duas cápsulas, que terão missão de explorar a existência de elementos que ajudem a manter uma presença prolongada do homem no satélite natural da Terra.

EFE |

A partida do foguete "Atlas 5" ocorreu às 18h32 (Brasília), na terceira oportunidade prevista para a operação depois que foram canceladas as duas primeiras devido à ameaça de tempestades em Cabo Canaveral, na Flórida.

"Decolagem. Este é o primeiro passo dos EUA em seu retorno à Lua", disse o controle da missão.

"Todos os sistemas estão funcionando perfeitamente", completou o controle minutos depois da partida e quando o foguete abandonava a força de gravidade da Terra.

A partida do foguete também ocorreu no momento em que a Nasa inicia os preparativos para lembrar o 40º aniversário de 20 de julho de 1969, dia em que o astronauta Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a chegar à Lua.

O foguete instalará em órbita da Lua as cápsulas Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em inglês) e o Satélite Sensor e de Observação de Crateras Lunares (LCROSS).

A principal tarefa do LRO será buscar possíveis pontos de aterrissagem para as naves tripuladas que partirão à Lua a partir das próximas décadas.

Já o LCROSS dirigirá o segmento superior do foguete "Atlas" em uma trajetória de impacto sobre a superfície do satélite em uma zona próxima a um de seus pólos.

O objetivo é causar uma esteira exploratória que será analisada com os espectrógrafos da cápsula para determinar a possível presença de água nos pólos lunares.

Também determinará a existência de elementos como hidrogênio e oxigênio que poderiam apoiar a presença de futuras missões tripuladas ao satélite natural da Terra.

Essa esteira será examinada pelo LCROSS e os telescópios em Terra e até pelo observatório espacial "Hubble".

No contraste com a luz solar, o teste determinará a presença de gelo nas zonas polares e aumentará o conhecimento sobre a estrutura mineral das crateras mais remotas, onde a luz do Sol nunca chegou.

"Estamos ansiosos para fazer com que grande parte do público participe da espetacular chegada do LCROSS à Lua na busca por água", comentou Dan Andrews, diretor do projeto no Centro Ames de Pesquisas da Nasa, em Moffett Field (Califórnia).

"Essas duas missões proporcionarão valiosa informação sobre a Lua, nosso vizinho mais próximo", indicou Doug Cooke, administrador do setor de missões de prospecção da Nasa, ao ficar conhecida a missão conjunta no início deste ano.

Segundo ele, as imagens que serão transmitidas pelos satélites terão uma resolução tão boa que permitirá distinguir um metro sobre a superfície solar, e seus instrumentos Darão informação sobre os usos potenciais que poderia ter a Lua.

De acordo com a Nasa, os instrumentos do LRO ajudarão a confeccionar um mapa tridimensional e de alta resolução da superfície lunar, além de um exame do espectro ultravioleta do satélite.

Além disso, explicarão a forma como o ambiente de radiação lunar poderia afetar os seres humanos e medir o nível de absorção com um material plástico similar à pele humana.

O LRO também explorará as crateras mais profundas, olhará sob a superfície na busca de gelo e identificará de maneira permanente zonas tanto no lado iluminado como no obscuro da Lua.

"O LRO é uma nave enormemente avançada. Seus instrumentos funcionarão de maneira coordenada para nos enviar informação sobre zonas que esperávamos ansiosamente receber há muitos anos", indicou Craig Tolley, diretor do projeto desse satélite no Centro de Voos Espaciais da Nasa em Goddard, Maryland. EFE ojl/rr

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