Com forte presença de tropas Urumqi tenta voltar à calma

Os veículos das forças de segurança com oficiais da polícia antimotim patrulhavam nesta quinta-feira a cidade de Urumqi, capital de Xinjiang, cenário de violências étnicas desde domingo, onde a situação parece retornar à normalidade.

AFP |

Longos comboios com caminhões com faixas com frases como "Esmagaremos os separatistas" ou "Traremos a paz à cidade" preencheram as ruas e avenidas da cidade, onde a violência entre as etnias uigur e han deixaram pelo menos 156 mortos e 1.000 feridos no domingo, segundo um balanço oficial.

Na manhã desta quinta-feira, soldados e policiais se posicionaram em barricadas na cidade de dois milhões de habitantes. O objetivo é separar as comunidades uigur e han.

Depois do fechamento oficial de três dias, alguns estabelecimentos comerciais reabriram as portas nesta quinta-feira. No entanto, muitos permanceram fechados pelo temor de novos atos de violência.

"Como a vida pode voltar ao normal com tantos soldados?", questionou à AFP uma mulher que preferiu não se identificar.

Desde os distúrbios de domingo, atos de violência esporádico foram registrados na cidade entre uigures e hans, a etnia majoritária na China.

Com mais de oito milhões de membros, a comunidade uigur, de língua turca e muçulmana, é a principal minoria étnica de Xinjiang.

bur-pt/fp

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