Com discurso de Bush à distância, convenção começa de fato

Um discurso por videoconferência do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve marcar nesta terça-feira o início de fato da Convenção Nacional Republicana, que vai oficializar a candidatura do senador republicano John McCain como o candidato da legenda à Casa Branca.

BBC Brasil |

Inicialmente, estava previsto que Bush fizesse um discurso no primeiro dia da convenção, na segunda-feira - mas o presidente cancelou sua viagem a Saint Paul devido à passagem do furacão Gustav pelo sul dos Estados Unidos.

O temor sobre os possíveis efeitos do furacão levou os líderes do partido a abreviar o primeiro dia da convenção. Mas, mesmo depois de ter ficado claro que a tempestade causou menos problemas do que o previsto, Bush decidiu não ir ao evento e falará da Casa Branca.

O presidente será apresentado pela primeira-dama Laura Bush às 20h48 do horário local (22h48 no horário de Brasília). A videoconferência virá em seguida, às 20h51 (22h51 em Brasília).

Dinâmica alterada
Os líderes do Partido Republicano decidiram restaurar a normalidade do evento nesta terça-feira.

Mas, com um dia praticamente perdido, a dinâmica da convenção será radicalmente alterada, com menos intervalos entre os pronunciamentos dos diferentes oradores e até possíveis cancelamentos.

Após a participação de Bush, deverão discursar o ex-senador e pré-candidato derrotado à Casa Branca Fred Thompson e o senador Joe Lieberman, que chegou a ser companheiro de chapa do democrata Al Gore na campanha à Presidência em 2000, mas agora apóia McCain com fervor.

O tema do evento nesta terça-feira é a prestação de serviços. Segundo o gerente de campanha de McCain, Rick Davis, os republicanos poderão demonstrar sua proeza nesse quesito graças à forma ágil como agiram para auxiliar as vítimas do Gustav.

Na segunda-feira, a convenção praticamente se converteu em um evento para angariar fundos para aqueles que tiveram suas vidas afetadas pelo furacão.

"Em vez de apenas falar a respeito, nós de fato fizemos (algo a respeito)", afirmou Rick Davis.

Palin
A notícia que dominou o noticiário político nos Estados Unidos na segunda-feira foi a revelação de que a filha adolescente da candidata a vice-presidente na chapa de McCain, Sarah Palin, está grávida de cinco meses.

Uma revelação que, em princípio, poderia ter repercussões negativas para a campanha de McCain, visto que Palin, da ala direita dos republicanos, é contra o sexo antes do casamento e radicalmente contrária ao aborto.

Mas a maior parte dos republicanos minimizou o impacto da revelação e saudou o fato de que a filha de Palin, Bristol, pretende ter o filho e se casar com o pai da criança.

Além da notícia da gravidez, outras revelações a respeito de Palin e sua família despertaram dúvidas quanto ao fato de ela ter sido propriamente avaliada antes de ter sido indicada como companheira de chapa de McCain.

Palin, que é governadora do Estado do Alasca, teria contratado um advogado para defendê-la em uma investigação realizada pelo Congresso estadual sobre a denúncia de que ela teria abusado de poder ao demitir o comissário de Segurança Pública do Estado.

Também foi revelado que Palin integrou por dois anos, na década de 90, o Partido da Independência do Alasca, que prega a separação dos Estados Unidos.

Outra notícia que emergiu na segunda-feira foi a de que o marido da governadora, Todd Palin, foi preso há 22 anos por uma acusação de embriaguez no trânsito.

John McCain saiu em defesa de sua companheira de chapa e disse que Palin foi exaustivamente avaliada.

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