Com China, Goldman Sachs mantém otimismo sobre minério de ferro

Por Peter Murphy e Reese Ewing BELO HORIZONTE (Reuters) - O apetite voraz da China por minério de ferro prosseguirá por anos, à medida que o desenvolvimento econômico se propaga pelo território chinês, disse nesta terça-feira o analista de commodities do Goldman Sachs Paul Gray.

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Os mercados de commodities estão focados na demanda chinesa por matéria-prima, já que a economia do país asiático foi uma das poucas a permanecer em crescimento ao longo da crise financeira global.

"Permanecemos positivos sobre a perspectiva para os preços do minério de ferro e certamente para os volumes", disse Gray, numa apresentação durante a conferência sobre mineração Exposibram, que ocorre esta semana em Minas Gerais.

Ele afirmou que os estoques de minério de ferro da China não estavam muito altos. Alguns analistas manifestaram preocupação recentemente de que as grandes compras de minério de ferro pela China inchariam os estoques e reduziriam a demanda no futuro.

"O desenvolvimento do interior da China ainda tem um longo caminho. Acho que há várias de décadas de crescimento por vir lá", disse ele sobre o gigante asiático que importou 444 milhões de toneladas de minério de ferro em 2008, a maior parte da Austrália, do Brasil e da Índia.

Gray afirmou que a China, responsável por cerca de 70 por cento do comércio marítimo de minério de ferro, continuaria a buscar uma base fornecedora mais diversificada para ter controle maior sobre os preços.

A China já investe para estimular a produção de minério de ferro em regiões distantes de seus principais fornecedores para alterar o equilíbrio da oferta e demanda em seu favor e ter mais poder em negociar os preços nos contratos anuais de fornecimento.

"Não há dúvida de que a China continuará com sua política de adquirir bens no exterior e de que certamente isso incluirá minério de ferro", disse ele, acrescentando também que a China provavelmente deve se aventurar em áreas consideradas de risco maior, como África e regiões da Ásia Central.

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