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Com camisa da seleção, Ahmadinejad diz que relação de Brasil e Irã deve ser modelo

Com a camisa da seleção brasileira na mão, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, mandou um recado às potências ocidentais, alertando que o tipo de relação entre Brasil e Irã deve ser considerado como um modelo a ser seguido pelos demais.

iG São Paulo |


O líder iraniano ainda afirmou hoje que o potencial de cooperação com o Brasil é "ilimitado" e que os dois países "compartilham um entendimento comum sobre temas internacionais".

Ahmadinejad recebeu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, no último dia de uma visita com mais de 80 empresários brasileiros que viajaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até Teerã, com custos do trajeto bancados pelo governo.

Agência Brasil
Miguel Jorge entrega camisa a Ahmadinejad

Miguel Jorge entrega camisa a Ahmadinejad

A viagem foi marcada pela negociação de linhas de crédito entre os dois países, como forma de superar a pressão feita por americanos sobre bancos que estabeleçam empréstimos para empresas exportarem ao Irã. Um acordo deverá ser assinado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Teerã em meados de maio.

A reunião com Ahmadinejad se limitou a 15 minutos, mas foi o suficiente para que, na Europa, a foto de Ahmadinejad com a camisa da seleção brasileira fizesse parte de sites de notícias em toda a região.

Oficialmente, Miguel Jorge não tocou em temas políticos mas, ao pedir maior cooperação, deu uma mensagem clara do Brasil a líderes de todo o mundo.

"Hoje, Irã e Brasil chegaram a um entendimento claro e comum sobre temas globais e sobre suas capacidades" afirmou Ahmadinejad em um encontro com Miguel Jorge em que também foi presenteado com um livro sobre a vida de Pelé.

Cúpula em Washington

Também nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mais tempo para que seja alcançada uma solução para a questão nuclear do Irã sem a imposição de mais sanções.

Em uma reunião de última hora, durante um dos intervalos da programação da Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington, Lula e Erdogan apresentaram a Obama os argumentos contra as sanções.

Segundo o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, Brasil e Turquia afirmaram que ainda acreditam na possibilidade de uma solução negociada.

"Eu não posso dizer que o presidente Obama tenha assumido nenhum compromisso com tempo, mas tampouco disse que não adianta tentar", afirmou o ministro, em entrevista coletiva.

No entanto, ao encerrar o encontro Obama disse que os EUA seguem pressionando por fortes e oportunas sanções contra o Irã, por acreditar que o país precisa sofrer as "consequências" de ignorar os avisos sobre seu programa nuclear.

Com Agência Estado e BBC

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