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Com paciência , Fofão ganha ouro na quinta tentativa

Hélia de Souza Pinto tinha apenas 22 anos quando participou de sua primeira Olimpíada, em Barcelona-1992. Agora, aos 38, a levantadora - mais conhecida como Fofão - alcançou a conquista que buscou durante mais de uma década e meia: a medalha de ouro.

BBC Brasil |

"Eu nunca tive pressa de nada", afirmou a campeã olímpica em Pequim, após a vitória do vôlei feminino brasileiro. "Acho que a paciência que eu tive foi um ensinamento para eu conseguir chegar até aqui."
A trajetória da paulistana de 1,73m - a segunda menor jogadora da seleção, maior apenas do que a líbero Fabi - inclui cinco participações nos Jogos Olímpicos.

Nas quatro primeiras, o vôlei feminino do Brasil chegou às semifinais, mas não à decisão - foram duas medalhas de bronze e dois quartos lugares.

Em Pequim, finalmente veio a chance de jogar pelo ouro. Fofão e suas novas companheiras não desperdiçaram a oportunidade.

"Um grupo só consegue (a vitória) quando tem realmente 12 jogadores que se entregam", diz a levantadora, ao tentar explicar a receita para o sucesso da seleção brasileira.

Mágica
Ao final da decisão que deu a medalha de ouro ao vôlei brasileiro, Fofão foi a jogadora mais procurada pelo resto da equipe para comemorar o título.

Era, de certa forma, uma homenagem das outras jogadoras à persistência da levantadora, que defende a seleção há 17 anos.

Na festa, ainda na quadra, as brasileiras levantaram Fofão e a jogaram no ar para fazer dela o centro das atenções na equipe campeã olímpica.

"A Fofão merecia demais ganhar esse ouro", afirmou Sheilla, 13 anos mais nova, medalha de ouro já em sua primeira Olimpíada.

"A Fofão mais do que ninguém merecia muito passar por esse momento", acrescentou a ponta Paula Pequeno, uma das principais jogadoras da seleção em Pequim.

"É uma jogadora que chega a ser mágica em alguns momentos, com a calma, com a qualidade técnica, com a habilidade e com a inteligência que ela tem", completou Paula.

Cercada de carinho, elogios e vitórias, Fofão demonstrou uma leve timidez, mas também gratidão pelas pessoas que participaram de sua trajetória na seleção brasileira.

"Eu trabalhei em cinco Olimpíadas, com cinco grupos diferentes, e são grupos de mulheres lutadoras", afirmou. "E eu agradeço a todas elas por tudo o que me ensinaram."

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