Com a disputa pela candidatura democrata na reta final, republicanos atacam Obama

Na reta final da corrida para a nomeação da candidatura democrata, os republicanos lançaram seus primeiros ataques contra Barack Obama, provável oponente de John McCain nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro.

AFP |

O senador pelo Arizona e seus companheiros republicanos, que não acreditam em uma vitória da ex-primeira-dama Hillary Clinton, preparam uma ofensiva anti-Obama especialmente em assuntos de segurança, impostos e experiência política.

Mitt Romney, agora porta-voz de McCain após tê-lo enfrentado pela candidatura do Partido Republicano, deu a entender esta semana que o jovem senador negro pelo Illinois não é capacitado para o cargo de presidente dos Estados Unidos.

"Não conquistou nada em sua vida, em termos de legislação ou de direção de uma empresa ou para dirigir um negócio, uma cidade ou um Estado", declarou o ex-governador de Massachussetts na rede de televisão CNN.

"Realmente ele tem muito pouca experiência e a presidência dos Estados Unidos não é o lugar para se aprender", alfinetou Romney.

O partido do presidente George W. Bush apresenta seu candidato como um veterano experiente, ao contrário de Obama, que tem somente 46 anos.

Apesar das promessas de John McCain e Barack Obama de levarem à frente uma campanha respeitosa, os dois senadores já se enfrentam de maneira virulenta, especialmente quando o assunto é a guerra do Iraque ou a "guerra contra o terrorismo".

McCain, senador pelo Arizona, que acusou Obama de não entender nada de segurança nacional, o descreveu como o candidato do movimento radical islâmco Hamas.

Por outro lado, Barack Obama não deixou barato e respondeu que esta "calúnia" era o sinal de que McCain "está perdendo o rumo", o que desencadeou manifestações de fúria no partido republicano, que interpretou o comentário como uma referência à idade de seu candidato, de 71 anos.

Se o clima não é dos melhores entre ambos, isso não é nada comparado com os ataques que se espera que grupos de direita independentes lancem contra Obama.

Em 2004, um grupo ligado aos republicanos, o "Swift Boat Veterans for Truth", lançou uma ofensiva devastadora contra o democrata John Kerry, acusando-o de exagerar suas ações armadas na Guerra do Vietnã.

Este ano já proliferaram vídeos na internet sobre os vínculos de Obama com seu controverso ex-pastor Jeremiah Wright, nos quais o acusa de ser indulgente em relação aos grupos de defesa dos direitos dos afro-americanos.

O analista conservador Robert Novak prevê que Obama também seja criticado por sua relação com Bill Ayers, ex-membro do grupo de extrema esquerda Weather Underground, que reivindicou vários atentados no início da década de 1970. Obama, que na época trabalhava como voluntário em bairros pobres de Chicago, colaborou com Ayers nos anos 90.

"Mesmo que McCain não exija explicações de Obama, outros exigirão", assegurou Novak ao jornal 'Washington Post'.

A previsão para os próximos meses parece clara: uma chuva de críticas ao suposto elitismo do candidato, sua suposta falta de patriotismo e alusões pouco sutis à sua raça.

No entanto, o senador pelo Illinois, que decidiu não atacar diretamente Hillary Clinton na corrida pela candidatura democrata por antecipar um duelo com John McCain, lançou algumas críticas ao republicano, especialmente sobre o Iraque e a economia do país.

"O senador McCain faz campanha pela presidência para duplicar os fracassos de George W. Bush", afirmou Obama na última sexta-feira em Oregon.

"Eu faço campanha para mudar esta política, e esta será a diferença fundamental nesta eleição na qual serei o candidato democrata", afirmou.

jit/cldm

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