Colunista americano Robert Novak morre aos 78 anos vítima de câncer

Washington, 18 ago (EFE).- O colunista conservador e ex-apresentador da emissora de televisão CNN Robert Novak, que foi envolvido em um escândalo político pelo vazamento do nome de uma espiã da CIA (agência de inteligência americana), morreu hoje aos 78 anos após uma longa batalha contra o câncer, informou sua família.

EFE |

Novak, que anunciou sua aposentadoria em agosto de 2008 para se concentrar no tratamento contra o câncer cerebral, morreu em casa depois de ser hospitalizado por duas semanas entre 10 e 24 de julho.

"Foi alguém que amava ser jornalista, amava o jornalismo e amava seu país e sua família", disse sua mulher, Geraldine, em entrevista ao jornal "Chicago Sun-Times", onde Novak trabalhou como colunista desde 1966.

Ela acrescentou que Novak morreu às 4h30 (locais). Além de Geraldine, o jornalista deixa dois filhos, Alex e Zelda, e vários netos.

Respeitado e temido tanto por rivais como por partidários - era conhecido pelo apelido "Príncipe das trevas"-, Novak se destacou na elite jornalística dos Estados Unidos.

Suas colunas de opinião sempre eram fonte de controvérsia: foi o primeiro jornalista a revelar, em 2003, o nome da espiã da CIA Valerie Plame, o que causou um escândalo político na Administração de George W. Bush.

A coluna na qual foi revelada a identidade de Plame foi publicada poucos dias depois que o marido da espiã, Joseph Wilson, alegou que o Governo Bush tinha manipulado dados de inteligência para exagerar a ameaça que o Iraque representava e, assim, justificar a invasão de março de 2003.

A família do jornalista organizou uma missa fúnebre para a manhã de sexta-feira na Igreja Católica de St. Patrick in the City, mas o enterro será fechado. EFE mp/db

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