Colonos judeus se preparam para restabelecerem assentamentos na Faixa de Gaza

Jerusalém, 5 ago (EFE).- O movimento de colonos judeus prepara-se para restabelecer os assentamentos na Faixa de Gaza que foram obrigados a deixar em 2005 assim que o Exército israelense invadir novamente este território palestino, algo que considera uma questão de tempo.

EFE |

O grupo de colonos Homesh First já começou a fazer listas de famílias dispostas a retornarem ao antigo bloco de assentamentos de Gush Katif, no sul de Gaza, onde residiam cerca de 8 mil judeus (na maioria religiosos ortodoxos sionistas) antes da evacuação deste território palestino.

Se não tentam agora é porque não poderiam permanecer em um território controlado pelo movimento islâmico Hamas sem a proteção do Exército israelense.

Por isto, assim que o Exército israelense decidir lançar uma operação em grande escala em Gaza, mesmo que para uma invasão temporária, os colonos os seguirão para tentarem se instalar ali, declarou ao jornal "Ha'aretz" o líder do movimento Homesh First, Boaz Haetzni.

"Segundo nossos cálculos a 'grande operação' é apenas uma questão de tempo. Não vamos pedir permissão a ninguém. Os grupos de colonos estarão preparados e hoje à tarde começaremos a fazer as listas", acrescentou.

Dezenas de famílias já mostraram interesse em retornar a assentamentos como o de Netzer Hazani, na área de Gush Katif, ou de estabelecerem novas colônias em Gaza, segundo Aviel Tokar, coordenador de um destes grupos.

"Eu nasci em Netzer Hazani, o primeiro assentamento de Gush Katif e que, com a ajuda de Deus, também será o primeiro assentamento a ser reinstalado", diz Tokar.

Espera-se que as organizações de colonos divulguem hoje uma declaração sobre sua intenção de voltar a Gaza e ao norte da Cisjordânia, terra que consideram propriedade do povo judeu, uma promessa divina inegociável e parte integral da Terra de Israel.

Entre agosto e setembro de 2005, foram evacuados à força 8 mil colonos dos 21 assentamentos judaicos que existiam na Faixa de Gaza e de quatro dos 120 na Cisjordânia, de acordo com o plano de desligamento unilateral, elaborado pelo então primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon.

"Consideramos o retorno da vida judaica a essas regiões como uma missão nacional e uma ordem divina", diz a nota. EFE aca/wr/fal

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