Ramala, 24 jul (EFE) - Cerca de 30 colonos israelenses atacaram hoje o povoado palestino de Burin, na Cisjordânia e destruíram plantações, carros e arrancaram cabos da fiação elétrica, informaram à Agência Efe testemunhas e fontes da segurança palestina.

Os colonos atearam fogo a campos próximos e feriram levemente alguns dos moradores, explicou uma testemunha dos fatos, o diretor-executivo da organização Rabinos pelos Direitos Humanos, Arik Ascherman.

No marco destes incidentes, um colono colocou uma faca no pescoço de um soldado israelense que tentava conter os distúrbios.

Os incidentes começaram quando o Exército israelense evacuou um grupo de colonos de um ônibus no qual pretendiam pernoitar em Adei Ad, um assentamento não autorizado por Israel.

Os habitantes do assentamento próximo de Yitzhar se dirigiram então a um cruzamento, onde queimaram pneus e atiraram pedras contra veículos palestinos.

Vários palestinos responderam então com pedras e os colonos fizeram o mesmo contra os soldados e policiais israelenses que compareceram ao local, explicou um porta-voz militar israelense.

Um dos colonos tirou a arma de um soldado e fez vários disparos ao ar, antes de ser contido, acrescentou.

Dois civis israelenses foram detidos e, posteriormente, liberados por causa do incidente: O que roubou a arma do soldado e outro, que sacou a pistola e atirou para o alto, especificou o porta-voz da Polícia israelense, Micky Rosenfeld.

As forças de segurança israelenses não comentaram os posteriores ataques dos colonos em Burin.

A organização de direitos humanos Yesh Din advertiu de que a falta de ação das forças de segurança israelenses "contra colonos violentos está facilitando a criação de uma infra-estrutura terrorista na Cisjordânia". EFE fn/db

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