BOGOTÁ (Reuters) - Milhares de pessoas, sob o grito de liberdade e com fotos como a da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, pediram na sexta-feira em toda a Colômbia pela libertação de reféns em meio ao conflito interno no país. Homens, mulheres e crianças com roupas brancas, bandeiras da Colômbia --amarelo, azul e vermelho-- e fotografias de pessoas sequestradas participaram das passeatas e concentrações que não reuniram tantas pessoas como as de fevereiro e março.

'Queremos a liberdade de todos os sequestrados', disse uma mulher que se uniu à manifestação no norte de Bogotá.

A manifestação acontece no momento em que uma missão médica organizada pela França tenta chegar à selva para dar assistência urgente a Betancourt, sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 2002 e que está gravemente doente, de acordo com o presidente Nicolas Sarkozy.

No começo de fevereiro, milhares de pessoas já tinham tomado as principais cidades para protestar contra a violência das Farc.

Um mês depois, outro protesto foi convocado, desta vez contra esquadrões paramilitares de ultradireita.

De acordo com dados oficiais, cerca de 2.850 pessoas estão sequestradas na Colômbia, a maioria em poder das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda força rebelde do país.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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