Colômbia usa tática para ofuscar empréstimo de bases aos EUA, diz Venezuela

Caracas, 2 ago (EFE).- O ministro de Interior da Venezuela, Tareq El-Aissami, disse que Bogotá quer tirar a atenção do mundo sobre a cessão de seu território a tropas dos Estados Unidos com casos como o dos três lança-foguetes do Exército da Venezuela achados com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

Há poucos dias, o Governo colombiano disse que três lança-foguetes de fabricação sueca foram achados em mãos das Farc.

Os armamentos seriam do Exército venezuelano.

"Essa é uma desculpa para justificar tal perversidade", disse Aissami num programa de TV.

Para ele, a Colômbia usa o caso dos lança-foguetes para desviar a atenção da comunidade internacional das bases cedidas às tropas americanas.

"Ceder o solo pátrio a uma potência estrangeira, para gerar um espaço de desestabilização na região, é uma questão que preocupa tanto a Venezuela como o povo irmão colombiano", acrescentou o ministro.

Caracas admitiu que as armas encontradas com guerrilheiros colombianos foram compradas pelo Estado venezuelano no anos 1980.

Mas assegurou que não existe nenhuma prova de que elas tenham caído nas mãos das Farc durante o atual Governo.

Aissami disse que é velha a "tentativa de vincular" o Governo de Hugo Chávez a grupos ilegais. Mas o funcionário acrescentou que, até agora, "não há um só elemento probatório que respalde as acusações" de Bogotá.

Segundo o ministro venezuelano, as denúncias feitas buscam "moldar opiniões" com a ajuda de "meios de comunicação internacionais".

"Nunca conseguiram provar que a Venezuela teve algum tipo de relação com qualquer fato irregular sem o consentimento do Governo colombiano", reiterou Aissami.

Ele também disse que a raiz de todos esses problemas não está na Venezuela, mas na Colômbia. É lá, ressaltou, onde há "conflitos e violência" que geram fatores como os "desmobilizados, o narcotráfico e as organizações criminosas".

"Há uma realidade na Colômbia que deve ser assumida por suas autoridades e que causa impacto nos países vizinhos", acrescentou o ministro.

Depois das denúncias do Governo colombiano, Caracas decidiu retirar seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, e "congelar" as relações bilaterais. EFE rr/sc

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