Colômbia tem mais de 2.800 pessoas em poder de seqüestradores

Bogotá, 24 nov (EFE) - Pelo menos 2.800 pessoas que foram seqüestradas entre 1996 e 2007 ainda permanecem cativas na Colômbia, de acordo com a fundação privada País Libre, que pediu aos cidadãos do país para participarem de uma manifestação na sexta-feira para exigir a libertação dos reféns.

EFE |

A entidade, que citou dados oficiais, afirmou que o maior número de reféns, mais de 700, está em poder da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Marchemos todos neste 28 de novembro. Natal é tempo de paz, união pela vida e pela liberdade", assinalou a fundação em comunicado.

"Que todos os colombianos e colombianas, de qualquer ponto da geografia nacional e do mundo, saiam às ruas para exigir às Farc, ao ELN (Exército de Libertação Nacional), aos grupos paramilitares e demais atores armados, a libertação dos seqüestrados e conhecer a verdade sobre os desaparecidos no país", manifestou a instituição.

O protesto foi proposto pela ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc em 2002 e libertada pelo Exército da Colômbia em 2 de julho.

Segundo relatórios da organização, de 1996 até dezembro de 2007 houve 2.801 pessoas em cativeiro, das quais 25% estão nas mãos das Farc, 11% em poder do ELN, 9% nas mãos de criminosos comuns e o resto com grupos de dissidentes de guerrilhas, paramilitares e outros não identificados. EFE gta/db

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