Colômbia suspende operações militares para libertação de refém das Farc

Florença (Colômbia), 29 mar (EFE).- As Forças Militares da Colômbia já suspenderam as operações em uma área de selva do sul do país para permitir a libertação, amanhã, do sargento do Exército Pablo Emilio Moncayo, em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há mais de 12 anos.

EFE |

O alto comissário colombiano para a paz, Frank Pearl, e o comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León, asseguraram que o fim das operações aconteceu meia hora antes do estipulado, ou seja, às 17h30 locais (19h30 de Brasília).

Segundo o que foi acordado nos protocolos aceitos pelas Farc e pelo Governo colombiano, as operações militares deveriam ser interrompidas a partir das 20h desta segunda-feira até as 9h de quarta-feira (horários de Brasília).

"Esperemos que, como ontem (quando as Farc libertaram o soldado Josué Daniel Calvo), a operação de amanhã também seja impecável.

Todas as condições estão dadas a partir deste momento", declarou Pearl a jornalistas em Florencia, a capital do departamento (estado) de Caquetá.

Pearl lembrou que os protocolos não impedem os voos comerciais e não implicam na retirada de tropas da zona.

Estão reunidos no terminal aéreo de Florencia representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da Igreja Católica, do grupo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP) e a tripulação e os helicópteros do Brasil.

Também chegaram à cidade dez membros da família Moncayo, liderados pelo pai do sargento Pablo Emilio, Gustavo Moncayo.

A primeira parte da operação se completou com a libertação de Calvo, entregue pelas Farc no domingo a uma comissão humanitária nas selvas do sul do país.

Calvo, que não falou com a imprensa depois de libertado, foi levado para o Hospital Militar de Bogotá, onde uma primeira avaliação médica revelou que o militar tinha três ferimentos de bala na perna esquerda, uma outra na direita e mais uma no glúteo.

As libertações de Calvo e Moncayo - segundo as Farc, serão as últimas - não são "um favor" da guerrilha, mas um "mínimo gesto humanitário", disse Pearl à Agência Efe.

A comissão humanitária que resgatará Moncayo, capturado em uma base militar do sudoeste da Colômbia em 21 de dezembro de 1997, sairá às 9h desta terça-feira (7h de Brasília) de Florença. EFE ac-ocm/bba

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