Colômbia revoga decisão que impedia extradição de ex-paramilitar aos EUA

Bogotá, 6 mai (EFE).- O Conselho Superior da Judicatura da Colômbia revogou hoje a decisão de um tribunal de Bogotá que impedia a extradição aos Estados Unidos de Carlos Mario Jiménez, chefe paramilitar desmobilizado conhecido como Mono.

EFE |

Em uma decisão divulgada na capital colombiana, o Conselho da Judicatura ordenou "tornar sem efeito as ordens dadas após a decisão de primeira instância sobre o caso de Jiménez".

"Essa instância judicial revoga e declara improcedente a tutela (recurso de amparo que havia paralisado o processo de extradição do ex-paramilitar)", informou o presidente da Sala Disciplinar deste Conselho, Angelino Lizcano.

Com essa decisão, o Conselho Superior da Judicatura se afastou da decisão da primeira instância, adotada no dia 22 de abril, pelo Conselho da Judicatura de Cundinamarca (departamento do qual Bogotá é capital), que deixava pendente a entrega de "Mono" às autoridades americanas.

O tribunal de primeira instância ordenou ao Governo do presidente Álvaro Uribe que extraditasse Jiménez apenas depois que ele compensasse as vítimas que fez enquanto foi chefe de bloco das dissolvidas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Jiménez foi o comandante máximo do Bloco Central Bolívar (BCB), considerado como o maior das AUC, e cerca de 10 mil casos de assassinato e desaparecimentos forçados são atribuídos a ele, segundo o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado (Movice).

Essa ONG foi a responsável por entrar com recurso de amparo para evitar que "Mono" fosse extraditado aos EUA, por entender que sua saída do país poderia impedir que ele reparasse às milhares de vítimas.

No entanto, o magistrado Lizcano disse que o Conselho Superior da Judicatura considerou que "neste caso não se configura um prejuízo irremediável para as vítimas, que contam com mecanismos para receber a devida reparação".

Jiménez é reclamado pelas Cortes de Washington e da Flórida, que o processaram por narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

A entrega do ex-paramilitar foi autorizada por Uribe em 4 de abril, dois dias depois que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) considerou que o pedido americano se ajustava às normas legais colombianas. EFE jgh/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG