Medellín (Colômbia), 29 mai (EFE).- O 5º Congresso Internacional de Vítimas do Terrorismo começou hoje na cidade colombiana de Medellín com um minuto de silêncio na presença do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e dos Príncipes das Astúrias, herdeiros do trono espanhol.

Amanhã, se junta a eles o presidente mexicano, Felipe Calderón.

A diretora da fundação colombiana "Víctimas Visibles" ("Vítimas Visíveis", em tradução livre), Diana Sofía Giraldo, organizadora do congresso, tomou a palavra para agradecer os esforços que tornaram o evento possível.

Segundo Giraldo, o objetivo da organização é fazer com que os casos das vítimas sejam conhecidos. Alguns testemunhos serão ouvidos das bocas das próprias, que vêm de vários países, entre hoje e amanhã em Medellín.

A organizadora lembrou que, durante muitos anos, a mídia deu mais visibilidade aos criminosos do que às vítimas, as quais, segundo ela, "ficaram esquecidas".

"Este congresso quer ser um passo para que despertemos como sociedade", acrescentou Giraldo.

O prefeito de Medellín, Alonso Salazar, disse se sentir feliz pelo fato de o evento ter sido organizado em sua cidade, que foi palco de atos terroristas em décadas passadas e que hoje, segundo ele, é "um símbolo de ressurreição".

Já a colombiana Clara Rojas, ex-candidata à Vice-Presidência do país e refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante mais de seis anos, declarou que as vítimas do terrorismo só poderão seguir adiante se estiverem unidas e deixarem as ideologias de lado.

"Estamos participando (do congresso) independentemente da situação que vivemos. A partir daí, devemos criar laços de união e um trabalho conjunto", manifestou a ex-refém.

Clara Rojas foi sequestrada pelas Farc em fevereiro de 2002 junto com a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, sua parceira de candidatura, quando ambas faziam campanha nas selvas da Colômbia.

Rojas foi libertada em janeiro de 2008, após quase seis anos de cativeiro, nos quais inclusive teve um filho, o qual a acompanhou hoje durante sua ida ao congresso. EFE erm/bba

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