Bogotá, 25 abr (EFE) - O Governo colombiano qualificou hoje como muito importantes a informação e as provas sobre supostas ligações de políticos e personalidades do país com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que foram encontradas nos computadores do guerrilheiro Raúl Reyes.

"O que existe é muitíssima informação", disse o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que afirmou que um juiz de Bogotá aceitou estas provas para efeitos de "qualquer processo judicial".

Santos acrescentou que entregará estes materiais à Corte Suprema de Justiça (CSJ), em virtude de uma solicitação que o alto tribunal formulou na quinta-feira à noite, perante versões sobre supostas relações de alguns congressistas e políticos com os rebeldes.

O pedido foi feito ao presidente da Sala Penal da CSJ, Sigifredo Espinosa, ao defender sua competência para assumir oficialmente os casos de funcionários com privilégio.

A entrega das provas é uma "coisa que certamente faremos", disse Santos em declarações à imprensa em Bucaramanga, cidade do nordeste do país à qual viajou para liderar a ativação da Polícia metropolitana.

O funcionário evitou se referir a casos de políticos supostamente relacionados com os insurgentes, segundo os documentos contidos nos computadores, e assegurou que esses dados devem permanecer secretos e estão nas mãos da Procuradoria Geral, sob a figura de "cadeia de custódia".

Apesar disso, vários veículos de comunicação locais divulgaram mensagens nas quais, entre outros, são mencionados a congressista opositora Piedad Córdoba, que ajudou na mediação, até novembro, de um acordo humanitário com as Farc que permita a libertação dos seqüestrados por esse grupo.

A legisladora disse que o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, procura abafar o escândalo da "parapolítica", que vincula vários legisladores com a agora dissolvida organização paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). EFE jgh/db

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