Colômbia prende 40 guerrilheiros das Farc

O Departamento Administrativo de Segurança da Colômbia (DAS, o serviço de inteligência colombiano) anunciou, nesta segunda-feira, a detenção de 40 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). De acordo com Felipe Muñoz, diretor do DAS, a captura é resultado de uma operação que contou com pelo menos 20 meses de investigações.

BBC Brasil |

As ofensivas visam desarticular as bases de apoio financeiro e de milícias do bloco das Farc que opera no leste do país.

Segundo ele, a operação teve início na manhã desta segunda-feira (horário local) e as autoridades capturaram 53 guerrilheiros. Até agora, 40 foram detidos em Bogotá, Cúcuta, e nos departamentos (Estados) de Arauca, em Casanare e Bucamaranga.

Os guerrilheiros detidos serão levados à capital, Bogotá, para serem indiciados por acusações de rebelião e extorsão, entre outras.

A chamada operação ABC - uma referência às letras iniciais dos departamentos (estados) de Arauca, Boyacá e Casanare, onde atuam algumas frentes do bloco oriental das Farc - teve início a partir de informações que denunciavam a presença de colaboradores da guerrilha nessas regiões.

A partir dessas informações, a Procuradoria Pública da Colômbia emitiu 53 ordens de captura "que estão sendo cumpridas", disse Muñoz.

'Golpe'
A região que está sob investigação do DAS é controlada pelos líderes rebeldes conhecidos como "Grannobles", irmão do "Mono Jojoy", um dos principais dirigentes das FARC, e "Rafael Gutiérrez".

Para o diretor da polícia secreta colombiana este é "um golpe forte" nas estruturas do bloco oriental das Farc. De acordo com a imprensa local, as detenções fragilizam "ao menos cinco frentes da guerrilha".

As detenções são coincidem com o anúncio, feito pelo Ministério Público, sobre a reabertura do processo contra o vicepresidente Francisco Santos, acusado de ter envolvimento com paramilitares narcotraficantes colombianos. Santos, por sua vez, nega as acusações e disse estar disposto a "cooperar" com as autoridades.

As ações do DAS também vêm a público logo depois do assassinato de dois conselheiros do Partido Liberal (o equivalente ao cargo de vereadores no Brasil), mortos neste fim de semana no distrito de Sumapaz, a 90 quilômetros de Bogotá.

O governo responsabilizou a frente 53 das Farc pela morte dos funcionários e ofereceu 50 milhões de pesos (US$ 25,6 mil) por informações que levem a seus responsáveis.

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